Prefere o ódio quem se alimenta dele


VANESSA MARCONATO NEGRÃO (TEXTO) E PEDRO NEGRÃO (FOTO) – De tempos em tempos conceitos caem, substituídos ou obsoletos, mas desumanizar não é tolerado, aliás, não devia ser. Em que pedaço do caminho passamos a ignorar a bússola do bom senso?
Como viemos parar aqui? Com tantas possibilidades, chegamos ao consenso de optar pelo mais vil dos destinos?

Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal” que se remete ao ser humano comum que não se responsabiliza pelo que faz de ruim e acredita que não há consequências do seus atos para os outros. Que se esvazia de criticidade ao olhar o mundo e ignora outros pontos de vista senão os seus e dos que se assemelham a ele.

Conservar pressupõe cuidar, mas usurpam seu significado para justificar maldade. E onde vai desembocar essa ignorância disfarçada de conservadorismo?
A linha tênue que separa o conservar e o regredir foi violada. Do lado de cá do muro eu rogo pelos humanos que ainda somos. Ou deveríamos ser.

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