Bonis nocet, qui malis parcit

LUIZ MARINS – “Quem poupa os maus, ofende os bons”. Originalmente do latim “bonis nocet, qui malis parcit”, este ditado é repetido em vários países: “Who pardons the bad, injuries the good”, na Inglaterra;  “Chi perdona ai cattivi, nuoce ai buoni” na Itália; “Qui épagne le vice, fait tort à la vertu” na França; “Ofensa hace a los buenos el que a los malos perdona” na Espanha. Em nosso bom português é “Quem poupa os maus, ofende os bons”.

          Veja quanta verdade está inserida neste velho ditado!

          Nada é mais desmotivador para um ser humano do que a injustiça de ver pessoas erradas sendo tratadas da mesma forma que as que estão certas. Nada é mais desmotivador do que ver pessoas desonestas sendo tratadas da mesma forma que as honestas. Nada é mais desmotivador do que a injustiça e a impunidade. Quando somos complacentes com os maus, estamos, na verdade, ofendendo os bons.

          Veja na empresa. Quando protegemos funcionários que não são comprometidos; que não atendem bem aos clientes; que não participam de nossa visão e nossas crenças; estamos, na verdade, punindo os bons, os comprometidos, os competentes, os que atendem bem, os que compartilham de nossa visão e nossas crenças.

          Quando um chefe vê um trabalho mal feito e não chama a atenção do subordinado, está na verdade ofendendo quem faz bem feito e luta para se aperfeiçoar.  Da mesma forma, ofende os bons clientes, a empresa que não faz diferença entre os bons e os maus e trata os maus da mesma forma que os bons. Clientes que não pagam em dia, que não seguem as instruções de uso de nossos produtos, não podem ser tratados da mesma forma que os que são realmente comprometidos com o sucesso de nossa empresa.

          Um dos grandes problemas do Brasil, dizem os jornais e revistas, é a impunidade. Quem faz o certo sente-se injuriado ao ver tanta impunidade. Assim, os que pagam todos os impostos são zombados pelos que não pagam, na certeza de uma anistia fiscal. Os que chegam aos compromissos no horário marcado sentem-se tolos, ao ver que o horário respeitado é o dos que atrasam: “Vamos demorar mais meia horinha (sic) para começar porque muitos convidados ainda não chegaram…”. Isso sem falar nos corruptos soltos. Nos traficantes soltos. Nos pichadores do patrimônio histórico que são elogiados como “grafiteiros”, etc. Veja se você também não está cometendo essa injustiça.

Lembre-se: Quem poupa os maus, ofende os bons.

Pense nisso. Sucesso!

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