Paulo Freire segue a salvo

POR VANESSA MARCONATO NEGRÃO (TEXTO) / PEDRO HENRIQUE NEGRÃO (FOTO) – No início da década de 60 havia mais de 15 milhões de analfabetos no nordeste. Isso representava cerca de 50% da população daquela região. Asa Branca, de Luiz Gonzaga denunciava em versos o que sofria essa gente. Mas pouco se fazia além da poesia.

Um dos maiores feitos do educador pernambucano, em 1963, foi ter criado um método de alfabetização e em tempo de 45 dias ter dado a luz a palavra escrita a 300 cortadores de cana de Angicos, pequena cidade do Rio Grande do Norte. Tudo a partir dos saberes dos trabalhadores, respeitando suas vivências e sua história de vida. Paulo Freire nos mostra nesses tempos duros, que a ignorância jamais triunfará sobre a boa vontade e a sabedoria.

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