Os primeiros 50 anos da infância…


PEDRO HENRIQUE NEGRÃO (FOTO) E VANESSA MARCONATO NEGRÃO (TEXTO) – Mantenho em mim uma rigorosa disciplina para preservar a minha infância. Sim, embora tenha nascido em 1983, e já conte alguns pés de galinha ao redor dos olhos ( é o riso frouxo) a infância é pra mim, senão somente, um estado de espírito. Um encarar a vida de frente, que exige corajoso otimismo. Crianças são seres dotados de ímpar autenticidade, só possível nessa fase da vida, algo entre 0 e 10 anos. Depois disso já começamos a recolher o lastro amargo do mundo. O que não impede que ainda haja infância.

A infância se refaz pela esperança, pela disposição de recomeçar, de descobrir, pela ausência da preguiça. Porque o tempo é muito mais que esse chuvoso que enxergamos lá fora.

Mia Couto, sobre tão certeiro com as palavras diz: “A infância é quando não é demasiado tarde. É quando estamos disponíveis para nos surpreendermos, para nos deixar encantar (…) A infância não é apenas um estágio para a maturidade. É uma janela, que fechada ou aberta, permanece viva dentro de nós.”

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