Rio de outono modifica a paisagem e a rotina dos bichos

SANDRA NASCIMENTO – É outono e o ambiente do rio está renovado. Agora as chuvas diminuíram e o tempo muda os tons da paisagem. O nível da água está mais baixo. A temperatura vem em queda gradual e o clima apresenta ondas de ventos mais frios. Nessa época, as árvores guardam frutos, espalham sementes, formam extensos tapetes de folhas. E as sombras dos galhos que se refletem no espelho d’água vão para além de onde a vista pode alcançar. (Fotos: José Finessi)

A estação começa em 20 de março, quando ocorre o equinócio (1) e permanece até 20 ou 21 de junho, quando ocorre o solstício (2). Do latim “autumnus”, outono significa amadurecimento. O nome faz referência ao tempo de colheita.


Apenas um raio de sol

é suficiente para

afastar várias sombras.”

Francisco de Assis (1182-1226), fundador da Ordem dos Franciscanos e santo da Igreja Católica, conhecido mundialmente como patrono dos animais e do meio ambiente


Já quase no final da estação, este blog traz imagens do que o outono revelou no entorno do Sorocaba, quando os bichos começaram a buscar a luz de um sol menos intenso, pássaros procuraram o chão para ciscar no capim ou um bando de capivaras passeou na tarde. E também apresenta aspectos da flora local, quando acácias, aroeiras, coqueiros e plantas rasteiras revelaram um espetáculo em formas e cores.

Entre as imagens, uma árvore ornamental de folhas grandes, cujo nome científico é “Dillenia indica”, chama a atenção por produzir uma fruta exótica denominada “maçã de elefante”. Dessa planta, sabe-se que frutas e folhas são muito apreciadas em países como Panamá, Indonésia e Tailândia, por possuírem propriedades medicinais e gastronômicas. Ela é originária da Ásia, mais precisamente da Índia e, segundo estudiosos, muito provavelmente chegou ao Brasil com a comitiva de D. João VI.


Veja mais imagens da curiosa paisagem de um rio de outono.

Galeria

A acácia, árvore nativa da Austrália, existe praticamente no mundo todo. Seu nome comum é mimosa. Na margem direita do rio Sorocaba, paralela à avenida Dom Aguirre, ela costuma florir em abril. Nome científico: Acácia deabalta
Aves buscam o calor do outono. Entre os pernilongos-de-costas-brancas (nome científico Himantopus melanurusa), uma garça-branca-grande
Arbusto aquático conhecido comumente como algodão-bravo, mata-pinto ou mata-cobra. Nativa da América do Sul, ocorre principalmente em áreas úmidas de beira de rio. Tem as flores atrativas para beija-flores, abelhas e borboletas. Nome científico: Ipomoea carnea
As tamareiras de origem norte-africana. Ocorrem no Paquistão, Oriente Médio e Noroeste da Índia. Nome científico: Phoenix bactylifera
Um joão-de-barro (nome científico Furnarius rufus) passeia tranquilamente na ciclovia, muito provavelmente perto de onde mora…
Na torre de alta tensão, casinhas de joão-de-barro, pássaro já bem adaptação aos centros urbanos
Bando de capivaras (nome científico Hydrochoerus hydrochaeris). Entre os bichos, uma mãe capivara passeia com seus filhotes à procura de alimentos e da luz da tarde
Não longe, alguém do grupo se afastou e encontrou um amigo, o anu-preto (nome científico Crotophaga anj). Esse pássaro, que se alimenta basicamente de insetos, deve estar à procura de carrapatos
Outro amigo de capivara é o pinhé ou carrapateiro (Milvago cimachima). Ele tem o costume de pousar no dorso do animal para se alimentar de carrapatos e bernes
Pata-de-vaca, árvore muito usada na arborização urbana do Sul e Sudeste do Brasil. Originária da China e da Índia, é também conhecida como casco-de-vaca lilás, unha-de-vaca-lilás e árvore orquídea. Nome científico: Bauhinia variegata
Maçã de elefante. De origem africana, é conhecida ainda como árvore-do-dinheiro, árvore da pataca, bolsa-de-pastor, dilenia, flor-de-abril, fruta-cofre e coco de Adão. Nome científico: Dillenia indica
A garça-branca grande, com suas pernas longas e o bico amarelo. Nome científico: Ardea alba
É outono e o nível da água está baixo.
Loureiro. Planta originária da região do Mediterrâneo (sul da Europa e Ásia Menor). É também chamado louro, sempre-verde, loureiro-dos-poetas e loureiro-vulgar. A árvore pode chegar a 20 metros e é conhecida desde a Grécia antiga. Nome científico: Laurus nobilis
Nespereira ou ameixeira. A fruta é a néspera ou ameixa amarela. Essa planta veio do Sudeste da China. Nome científico: Eriobotrya japonica
Fumo bravo. Planta natural da América central, é bastante utilizada em reflorestamentos. É conhecida ainda como fumeiro ou jurubeba brava. Nome científico: Solanum mauritianum
Ele é o suiriri-cavaleiro (Machetornis rixosa) e gosta de caminhar pelo chão à procura de insetos e pequenos invertebrados. Também tem o hábito de pousar em capivaras
Aroeira, planta nativa da América do Sul, é conhecida como aroeira vermelha e aroeira pimenteira. Nome científico: Schinus terebinthifolius
Urucuzeiro. É árvore nativa da América Tropical. Seu fruto é o urucum, urucu ou colorau. Nome científico: Bixa orellana
Urucuzeiro e seus frutos maduros
A popular leucena. Originária das américas, essa árvore é usada para enriquecimento e melhoramento de solos, sombras, controle de erosão e alimentação animal. Nome científico: Leucaena leucocephala
Caronilla, planta de origem mediterrânica. Nome científico: Caronilla valentina.
O fim da estação ainda oferece frutos…
Mas muda o cenário…
Apresenta sombras…
O acaso…
E o tempo que segue…

Notas

(1) Equinócio: Período em que o Sol passa do hemisfério sul para o hemisfério norte. É o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul (20 ou 21 de março).

(2) Solstício: Cada uma das duas ocasiões do ano em que o Sol alcança o maior grau de afastamento angular do equador, que ocorre no dia 21 ou 23 de julho (solstício de inverno, no hemisfério sul, e de verão, no hemisfério norte) e 21 ou 23 de dezembro (solstício de verão, no hemisfério sul, e de inverno, no hemisfério norte).

Referências:

Wikipédia; Michaellis; Observando as Aves nas Áreas Verdes de Sorocaba e Região (2007), Guia de Campo de Luciano Bonatti Regalado; Plantas do Brasil – Árvores Nativas, vol. 1 (Editora Plantas do Brasil, 2014) de Daniel Saueressig; Embrapa.br; Wiki Aves.

Foto folha seca (penúltima da galeria): Sandra Nascimento


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