Turma da Mônica – Laços: divertido até para gente grande

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LÚCIA HELENA DE CAMARGO – Todo mundo conhece a Turma da Mônica. Quase tão impossível quando o lapso coca-cólico (como se chama mesmo aquele refrigerante escuro, cuja garrafa tem rótulo vermelho?) é um brasileiro não conhecer Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. As criações de Mauricio de Sousa participam das infâncias. Hoje muito além dos gibis, as empresas do grupo prosperam porque os adultos que cresceram lendo as revistinhas não deixam as crianças esquecerem. Há Parque da Mônica e uma infinidade de produtos. E agora temos, em cartaz, o filme “Turma da Mônica – Laços”, com produção de primeira.

A direção é de Daniel Rezende (que dirigiu também “Bingo: O Rei das Manhãs”) e o roteiro foi escrito por Thiago Dottori (VIPs), que usou como base obra de Vitor e Lu Cafaggi, lançada em 2013. Os atores mirins dão conta do recado. No quarteto principal, sobressai a atuação de Kevin Vechiatto, que vive o Cebolinha. Mas os demais não fazem feio. Giulia Benite é Mônica; Laura Rauseo, Magali, e Gabriel Moreira encarna o Cascão. A história explora bem as marcas registradas de cada um, como a rabugice da Mônica, o medo de água do Cascão, a obsessão por comida da Magali, e a fala errada (“elada”) e os planos infalíveis do Cebolinha para pegar o coelhinho Sansão e, assim, derrotar a Mônica e ser o dono da rua.

Perigos e oportunidades

O enredo de “Turma da Mônica – Laços” se desenvolve de maneira orgânica e bem concatenada. O cachorro do Cebolinha, Floquinho, é raptado. E a turma vai adentrar um parque pouco amistoso para tentar resgatar o peludo (e verde) cão. Há perigos, mas também surgem oportunidades para a turminha descobrir tanto fraquezas quanto qualidades de cada um. E, claro, o valor das amizades verdadeiras.

Para recriar o idílico bairro do Limoeiro, no qual as cercas são baixas e todos se conhecem, foram usadas locações no interior de São Paulo e Minas Gerais. O longa foi rodado em sete semanas. E a espontaneidade das crianças em cena foi conseguida, de acordo com declarações de Daniel Rezende no lançamento em São Paulo, graças a improvisos. Eles não tiveram que seguir um roteiro muito rígido e dessa maneira puderam atuar mais livremente. Funcionou.

Louco, muito louco

O destaque fica por conta de Rodrigo Santoro, que vive o personagem Louco. Divertidíssimo nas histórias em quadrinhos com suas piadas nonsense, ele aparece em meio à floresta para embaralhar o entendimento – ou ajudar a entender o mundo, depende do ponto de vista. Muito fiel à criação de Mauricio de Sousa, Santoro de peruca loira e desgrenhada está divertido e convincente como Louco. Atuam ainda no longa Paulinho Vilhena, como pai do Cebolinha, e Mônica Iozzi, como mãe da Mônica. Fafá Rennó vive a Dona Cebola, a carinhosa e preocupada mãe do Cebolinha, também recriada dos quadrinhos com competência.

E essa todo mundo já sabe, então acho que não vamos estragar surpresa de ninguém: Mauricio de Sousa faz uma aparição especial como o dono da banca de revistas. Como ator, ele é um grande cartunista e empresário. Mas temos que admitir que a disposição em dar as caras é um charme a mais no filme.

O resultado na tela de “Turma da Mônica – Laços” é leve e gostoso. Gente pequena que está descobrindo a Turma da Mônica ou gente grande que já gosta deles há tempos pode aproveitar.

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