Memória – O Brasil na guerra

RUBENS NOGUEIRA – Aquela que durou quase seis anos e incendiou o mundo, incluindo Europa e Japão. Começou em setembro de 1939, quando Adolf Hitler invadiu a Polônia, e terminou em maio de 1945, com a bomba atômica sobre Nagazaki e Hiroshima.

Nascido em 1928, dez anos após o término da Primeira Grande Guerra (1914/1918), acompanhei dia a dia o desenrolar da Segunda Grande Guerra, lendo os jornais “Cruzeiro do Sul”, de Sorocaba e “A Gazeta” e “Platéia”, de São Paulo. Assinada a rendição do Japão, escrevi um longo artigo, publicado no “Cruzeiro do Sul”, minha primeira reflexão sobre vida e política.

“Trinta anos depois da volta”, em que o autor deste blog colaborou, foi recebido com gozação pela imprensa, em 1975. Já o livro de João Barone sobre a “guerra quase desconhecida” foi bem recebido

Em 1975, colaborei na produção de um livro, “Trinta anos depois da volta”, escrito pelo coronel Octavio Costa, vastamente ilustrado por fotos, recuerdos do front italiano e desenhos da rotina nas hostes dos pracinhas, fornecidos pelo coronel Germano Seidl Vidal e o pintor Carlos Scliar, integrantes da Força Expedicionária Brasileira.

Editado pela Expressão e Cultura, teve o lançamento realizado em Brasília, com a presença do presidente Geisel. Foi recebido com gozação pela media, denegrido pela oposição à ditadura. Nunca mais ouvi falar desse livro. A FEB não tinha ibope.

O tempo passou e o músico e pesquisador João Barone recentemente escreveu livro sobre a Segunda Guerra Mundial com foco na participação brasileira no conflito. Parece que a geração atual gostou do que leu. Barone está em evidência. Participou de “Prosa nas livrarias”, com Héctor Feliciano, sobre o livro “Museu Desaparecido”, que conta a história do “roubo de obras de arte dos judeus pelos nazistas”.

É isso aí. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, as opiniões, e tudo o mais como já disseram, não sei se Camões ou Machado, verifique aí no Google.

“A vida é um mistério que precisamos viver, não um problema que temos de resolver”

Mahatma Gandhi

Foto: pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) desfilam em cidade italiana, em 1945

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