Sorocaba conheceu a fotografia através de artistas ambulantes

GERALDO BONADIO – Há 180 anos, em Paris, Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851) tornava público o desenvolvimento do primeiro sistema comercialmente viável de captar imagens da realidade circundante, fixando-as sobre uma determinada superfície quimicamente tratada de metal, vidro e, mais adiante, papel. O daguerreotipo, como se tornaria conhecido, resultava de pesquisas do próprio Daguerre e daquelas realizadas por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833), cujo filho tornou-se associado do empreendimento.

O equipamento apresentava várias limitações. O tempo mínimo de exposição à luz para que a superfície tratada registrasse a imagem era longo, o que, de início limitou à técnica ao registro de paisagens, com pouco ou nenhum movimento. O desenvolvimento, entretanto, foi vertiginoso. As câmeras de caixote, fixadas sobre tripés, deram lugar a câmeras portáteis, empregando filmes de alta resolução, aptas a capturar imagens detalhadas num click, chegando, nos dias de hoje, às câmeras embutidas em telefones celulares, com grande capacidade armazenamento e alto nível de desempenho.

A invenção de Daguerre chegou a Sorocaba em 1853, ano em que ela recebe a visita do primeiro fotógrafo itinerante, que passou por aqui possivelmente durante a feira de muares. Anúncio publicado, anos mais tarde, em outro jornal da cidade, permite concluir que a novidade fez sucesso, convertendo-se, rapidamente, numa das atrações permanentes de Sorocaba durante a realização das feiras.

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