Semana de Arte Contra a Barbárie

JOSÉ SIMÕES –  Artistas se reúnem a partir do dia 11 de fevereiro, na capital, em defesa da liberdade de expressão. Não se pode em nome da denominada “moral, bons costumes, maus costumes, etc”; impedir a criação artística.

O Teatro, assim como todas as Artes, são o campo de produção humana movido pela liberdade. SIM! LIBERDADE!

Cenas de nudez ou mesmo dois homens ou duas mulheres se beijando numa peça de teatro, dentre outras situações, fazem parte desse contexto da liberdade. Do mesmo modo,  se pode escutar nas ondas do rádio, bailes, por exemplo, a letra da musica da Mas eu não vim atrapalhar sua noite de prazer/E pra ajudar pagar a dama que lhe satisfaz/ Toma aqui uns 50 reais. (Há outros exemplos nada conservadores)

Assim quando se escuta ou se tem noticia que algum político ataca a liberdade dos artistas é grave. Quando se impede a apresentação de um espetáculo ou a realização de uma exposição é  MUITO GRAVE. O nome disso é censura. CENSURA.

Não adianta passar o pano (gosto dessa gíria) e dizer: dinheiro publico não pode financiar esta sem vergonhice. Ops? O que seria sem vergonhice? Financiar voos particulares nos aviões da FAB, jantares com lagostas, falta de remédios na saúde, etc. Os teatros, museus são espaços da liberdade. Todos os teatros são espaços da liberdade de um povo. E, por fim, só assiste se quiser. Você também é LIVRE.

Reitero que a base do processo criativo é a liberdade. Não existe arte pura e “do bem”. Toda arte é permeada de complexidades.

Por fim, já vivemos um grave período de censura no país. OK. Os artistas se viraram e conseguiram enganar e driblar os censores. Os artistas farão de novo.

Na próxima semana a mobilização dos artistas toma forma e sai as ruas. Venha participar.

CENSURA NUNCA MAIS!

Semana de Arte Contra a Barbárie

Entre 11 e 18 de fevereiro, sempre na hora do almoço, a escadaria externa do Theatro Municipal será palco para a ‘Semana de Arte contra a Barbárie’, com uma programação que aposta na diversidade de linguagens e gêneros em todas as suas expressões – do cinema à música e à literatura, das artes do corpo às artes plásticas –, num movimento pulsante, crítico e desafiador, para fazer refletir sobre a importância da arte na vida de todos.

Durante os oito dias do evento, devem passar pela frente do mais emblemático teatro de São Paulo centenas de nomes da música, do teatro e do cinema, do circo e da dança. Todos  comprometidos com a proposta embasada no artigo 5º da Constituição Federal, que estabelece, em 78 incisos, os direitos fundamentais – como a igualdade de gênero, a liberdade de manifestação do pensamento e de locomoção –, para assegurar uma vida digna, livre e igualitária a todos os cidadãos de nosso pais.

A abertura da Semana de Arte contra a Barbárie, na terça-feira (11/2), ao meio-dia, reúne as vozes de Fabiana Cozza, Regina Machado, Badi Assad e grupo Mawaca, entre outros artistas da música brasileira. Os tambores do bloco afro Ilú Obá De Mim farão parte da manifestação.

Nos dias que se seguem, a programação conta com intervenções cênicas de vários grupos de teatro, como a  Caixa de Imagens, A Digna Cia, Cia do Feijão e Teatro Cartum; e performances da Cia Carne Agonizante, Balangandança Cia / Damas do Trânsito / Bucaneiros, Sonia Ushiyama, Andrea Soares / Núcleo Pé de Zamba, Cris Eifler, e grupo Guarani, de Parelheiros. O circo estará representado por, pelo menos, três grupos: Cia Teatro de Rocokóz e Circo Dani Biu com um grupo de alunos.

Outros cantores também participam da semana: Negravat, Lucas Santana, MC Kunumi e Olivio Jekupé, Leticia Coura e Revista do Samba, Consuelo de Paula, Izabel Padovani, Madalena Bernardes e Kaique Theodoro, os grupos Vozes Bugras, formado só por mulheres, e Saminina, de forró, e as bandas Mirim e Poin, que fazem espetáculos de musica e teatro com uma pegada infantil.

A Semana acontecerá em outras regiões em outras regiões com ações específicas, como a Cia. Paideia, na zona Sul e Grupo Circo Teatro Palomar, na zona Leste. Além de leitura do manifesto da Arte Contra a Barbárie em boa parte dos espetáculos levados pela cidade.

Na terça, dia 18, o programa prevê um encerramento apoteótico, com bandas e blocos de Carnaval.

Outras cidades

Algumas cidades do interior de São Paulo – Campinas, São José do Rio Preto, Mairiporã, São José dos Campos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Jacareí, Matão, Americana, Sorocaba, Capivari, Suzano, Franco da Rocha e Francisco Morato -, e também de outros estados – Belo Horizonte, Minas Gerais e Crato, no Ceará- aderiram à ideia e estão organizando ações engajadas com o mote da Semana: arte livre para todos.

Importante salientar que a Semana resgata o Movimento Arte Contra a Barbárie, lançado em 1999, como manifesto e mobilização inicial de sete companhias teatrais contra a mercantilização da cultura e em prol da construção de uma política cultural pública e democrática.

Para saber mais: https://www.facebook.com/artigoquinto5/

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: