Uma composição para Therese

Blog Máquina do Mundo

LUIZ PIEROTTI – Qual o alcance de nossas ações? Até onde as experiências vividas podem reverberar pelo tempo, alcançando outras vidas, outros terrenos e outros significados?

E quanto aos receptores, compreenderiam a força individual que uma obra de caráter universal carrega em si? Quantas histórias, motivações, inspirações e sofrimentos trazem ela comporta ao serem diariamente lidas, ouvidas, assistidas e consumidas?

São esses os questionamentos que me levam a contar essa pequena história que se segue. Uma história que ocorrera ha 200 anos, fruto de uma paixão, e cujos frutos alcançaram fama séculos depois.

Convido a todos que voltem comigo ao início do século XIX, na Europa, quando um famoso paciente médico compunha uma pequena bagatela em homenagem a um amor recém descoberto.

Notas musicais em um papel velho.
Bagatela: uma composição singela.

Mas o que é uma bagatela?

Musicalmente falando, uma bagatela (do italiano “bagattella”, ou seja “coisa sem importância”) é uma composição breve, ligeira e despretensiosa, que não compõe um plano concreto ou uma sinfonia. Normalmente tocada em piano, a bagatela é um composição típica do romantismo.

Porém, apesar de se configurar como um gênero mais baixo frente a outras composições eruditas, a bagatela tem grande importância não apenas na história musical, como também na construção dos alicerces culturais sobre os quais nos equilibramos atualmente (como perceberemos na história de hoje).

Enfim, todo o mais é spoiler, então aperte o play e viajemos juntos!

Ouça a composição completa:

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