Goodbye, fellows

Rubens Nogueira

Entre celebrações e lamento, o império britânico deixou de existir. A famosa bandeira continuará a ser iluminada onde existir a luz do Sol, mas a União Européia perdeu 60 milhões de habitantes.

Se pudesse ter escolhido eu teria nascido em alguma aldeia da Ilha, mas de modo especial estou ligado à velha Albion. A Inglaterra e Portugal estiveram unidas na disputa por territórios com a Espanha desde eras imemoriais. Na América do Sul, Argentina e Uruguai são prova disso. Em 1982, houve até uma guerra, pela região, na Argentina, onde a bandeira inglesa tremula até hoje.

Em compensação, estou muito ligado à terra de Shakespeare. Lá vive minha filha Regina Lucia, no País de Gales, onde nasceu e vive minha neta Jéssica, meu neto Simon e alguns bisnetos cujos nomes são de difícil pronúncia.

Orson Welles

Em 1937, o ator, locutor, escritor, diretor e gênio da comunicação Orson Welles criou um programa de rádio que anunciava que o mundo ia se acabar. Foi um tumulto que dominou a audiência e fez de Orson uma personalidade conhecida mundialmente. Como diretor de cinema, ele produziu filmes inesquecíveis.

Orson esteve no Brasil como embaixador da boa vontade, patrocinado pelo governador de Nova York daquela época.

Gênio e boêmio, Orson conheceu Grande Otelo e ambos aprontaram muito.
Ele filmou a saga da jangada que, do Ceará, trouxe alguns pescadores até a Guanabara, mas o filme não foi editado até hoje. Tempos atrás apareceu um documentário com trechos da história original. Todo o resto filmado encontra-se no que restou do estúdio da RKO.

Arnaldo Antunes

Assim como ninguém mais fala no perigo da dengue, espera-se que o coronavírus logo deixe de preocupar nosso povo tão sofrido. Felizmente com essas assombrações de doenças os jornais reservam espaço para notícias mais palatáveis. Exemplo: Arnaldo Antunes ganhou uma página inteira na “Folha de São Paulo” no domingo, 2 de fevereiro. E logo a prestigiada página de Monica Bergamo, na “Ilustrada”, espaço nobre do jornal.

Em uma noite de domingo, anos atrás, fui atraído pelo cantor paulista que dava um show em sua casa, música tocada e cantada por artistas da sua seletíssima grei.

Agora, na sua entrevista, pude conhecê-lo melhor. Fiquei sabendo que ele foi fundador da banda “Os Titãs”, que era um sucesso década atrás.

Ele é engajado. Trecho da sua entrevista:

“O futuro de uma nação não se faz com violência, se faz através da Cultura, da Educação, da Pesquisa Científica. Não há futuro de uma nação e nem presente se não for através disso,”

Imagem maior: foto de Tasos Lekkas por Pixabay 
Foto menor: Orson Welles fotografado por Carl van Vechten por Wikimedia Commons

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