China começou a reescrever a história da pandemia

GERALDO BONADIO – Em outubro de 2019, em Wuhan, na China, foram realizados os 7° Jogos Mundiais Militares de Verão, promovidos pelo Conselho Internacional do Esporte Militar. O Brasil participou com 352 atletas, militares de carreira, na sua maior parte, integrantes do Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa. Eles competiram em 29 modalidades e conquistaram 88 medalhas – 21 de ouro, 31 de prata e 36 de bronze – que, ao final da competição, colocaram o Brasil entre as três maiores potências desportivas militares, superado apenas pelas equipes da Rússia e da China.

Os Jogos equivalem a uma olimpíada militar e são realizados quadrienalmente, entre duas edições dos Jogos Olímpicos. Na edição chinesa, a equipe norte-americana surpreendeu pela modéstia dos resultados obtidos, que lhe reservaram, ao final das competições, o 12º lugar no quadro de medalhas.

Algumas semanas depois de os participantes retornarem aos seus países, registraram-se, em Wuhan, os primeiros casos de uma nova espécie de coronavírus os quais, rapidamente, se estenderam da província ao território chinês como um todo. Agora foram enquadrados pela Organização Mundial de Saúde na condição de pandemia.

Tão logo os primeiros casos constatados em Wuhan começaram a delinear a possibilidade de originarem uma epidemia de alcance mundial, autoridades norte-americanas vêm se empenhando em conectar sua origem com os maus hábitos higiênicos supostamente exibidos pelos chineses de Wuhan, tais como, o de comer morcegos. Em paralelo, não tem faltado, nas redes sociais, tentativas de caracterizar a epidemia como um ato de guerra biológica definido nos tenebrosos laboratórios de armas biológicas da CIA.

No dia 12, esta última hipótese ganhou um reforço apreciável: as declarações de uma autoridade de escalão inferior do Ministério de Relações Exteriores da China, registrados no boletim da agência Sputnik, sediada em Moscou, sustentando que a população de Wuhan foi contaminada pelos soldados que integraram a delegação dos Estados Unidos aos Jogos Militares ali realizados em outubro de 2019.

A reportagem da edição brasileira da Sputnik deixa em aberto duas possibilidades. Uma é a de que um ou alguns dos atletas militares americanos mandados à China fossem portadores do vírus em fase de incubação, momento em que o portador, embora ainda não exiba sintomas da doença, contamina aqueles com quem venha a ter contato. Nesse caso, teria existido omissão dos responsáveis pela agência americana de controle de doenças, sediada no Estado da Georgia, em comunicarem o fato aos sanitaristas chineses, permitindo que estes acionassem os mecanismos de prevenção da doença.

Se considerarmos a presteza com que a China montou a estrutura emergencial, inclusive construindo hospitais específicos para internação de pacientes em poucos dias, pode-se concluir que a rápida identificação do doente número 1 teria permitido reduzir, de forma considerável, o impacto da epidemia naquele país e, talvez, houvesse evitado ou reduzido muito a contaminação em países vizinhos.

O registro da Sputnik deixa em aberto, porém, uma possibilidade muito mais grave: a de que medíocre delegação americana aos Jogos Militares houvesse sido previamente inoculada com o vírus, pelos cientistas loucos da CIA, com o objetivo específico de quebrar as pernas da economia chinesa, atingindo a sua província tecnologicamente mais desenvolvida, com o fito de inviabilizar, por um período considerável, o projeto da nova Estrada da Seda, acoplada a um cinturão de portos marítimos moderníssimos, que o governo de Pequim pretende levar a termo em parceria com governos da Eurásia.

Os chineses, ligados diretamente ao governo ou a ele conectados através das gigantescas e avançadas empresas estatais do país se caracterizam por uma discrição absoluta em termos de manifestações públicas.

Contam-se pelos dedos as pessoas que, em Sorocaba, ficaram sabendo das frequentes visitas de delegações econômicas da China à nossa cidade, durante o governo do prefeito Antonio Carlos Pannunzio. Nelas se analisou, em profundidade, a implantação, em Sorocaba, da principal planta brasileira da Huawei, a gigante chinesa da telefonia móvel, que detém a liderança tecnológica em telefonia 5G, como, ainda, as de outras empresas que, mudando o que deve ser mudado, estariam para ela assim como as sistemistas estão para a fábrica da Toyota.

Os entendimentos, que progrediam aceleradamente, foram para o espaço no governo Crespo, por conta do labirinto em que se perdeu o ex-chefe do Executivo. As empresas coligadas se fixaram na Região de Campinas e, muito provavelmente, o mesmo acontecerá com a planta mãe, isso se o governo Bolsonaro, com sua postura de rabo entre as pernas, não se dobrar por inteiro às pressões do governo Trump que não quer saber da presença da Huawei no Brasil.

O uso de armas biológicas, desenvolvidas nos laboratórios da CIA pelos engenheiros da destruição, ligados àquilo que vem sendo chamado, com frequência cada vez maior de governo profundo dos Estados Unidos – o grupo que manda de fato naquele país, seja o presidente republicano ou democrata – é versão moderna de uma praxe antiga. Quem assistiu “Dança com lobos”, provavelmente se lembra da ação genocida do Exército americano contra os indígenas daquele país, efetivada através da distribuição de cobertores contaminados com o bacilo da tuberculose.

Lido contra o pano de fundo da extrema discrição dos chineses, o tom menor da matéria publicada pela Sputnik soa como manchete gritada pelo Nelson Rubens em seu telejornal de fuxicos sobre os “famosos”.

É um indício de que o governo chinês considerou oportuno e necessário começar a reescrever a mal contada história do covid 19, como primeiro passo para uma represália que ninguém sabe quando e como virá, mas que, de certo, estará à altura do dano sofrido.

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