Os sabores e gulodices que faziam o hoje sessentão Ayrton Senna, eterno tricampeão da F-1 e piloto imbatível na chuva, derrapar no prato

MARCO MERGUIZZO – Senna 60 anos. Se ainda estivesse vivo, Ayrton Senna da Silva (1960-1994) brindaria neste sábado (21), o penúltimo deste agitado mês de março de 2020, seis décadas do seu nascimento. E, claro, com direito a um banho borbulhante de champanhe, como ele fazia toda vez que subia no lugar mais alto do pódio, cena à qual nos habituamos a ver nas manhãs de domingo ao som do “Tema da Vitória”, para alegria da enorme legião de fãs brasileiros da F-1 e amantes do automobilismo espalhados pelo mundo.

Caso não tivesse ocorrido desafortunadamente o trágico e fatal acidente no GP da Itália, em Ímola, em 1º de maio de 1994, ou há exatos 26 anos, contra o muro construído na curva Tamburello, transformando-o numa traiçoeira chicane que lhe tiraria a vida, um dos maiores pilotos de todos os tempos seria hoje um jovem senhor sessentão. Jovem, sim, já que ídolos do esporte, como Senna, jamais envelhecem, imortalizados na mente e no coração dos fãs.

Tricampeão de F-1 por três vezes – aos 28 de idade, depois aos 30 e 31, respectivamente nos anos de 1988, 1990 e 1991, Ayrton era um monstro nas pistas de corrida, sobretudo quando o céu desabava e São Pedro resolvia firmar com ele uma parceria para lá de afinada de contornos quase celestiais, digamos. Que Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet, os seus principais e eternos adversários dentro e fora das pistas, que o digam. 

Mas destacar a importância de Senna para a história da Fórmula 1, enumerando seus feitos a 300 km por hora sob chuva ou em tempo seco em bólidos que hoje, passadas mais de duas décadas da sua trágica morte ocorrida no circuito italiano de Ímola, no GP de San Marino, no dia 1º de maio de 1994, um domingo lúgubre gravado na memória e na retina de todo brasileiro acima de 35 anos, é coisa de especialistas.

Para se ter essa dimensão, aí vão algumas estatísticas que ilustram a carreira fenomenal e a genialidade do piloto brasileiro, às das pistas e da chuva: da primeira temporada, em 1985, à sua última, em 1994, ele participou de 161 grandes prêmios, conquistando 3 títulos, 41 vitórias, 65 pole positions, 80 pódiuns, 2.982 voltas na liderança e 19 voltas mais rápidas. De fato, números impressionantes.

Volta apoteótica: o País parava para torcer nas manhãs de domingo

Demolidor de recordes na pista, Ayrton era um piloto cujos predicados se sobrepunham. De talento precoce, tinha técnica e habilidade extremamente apurados, além de ser um perfeccionista obstinado a pulverizar tempos e voltas mais rápidas em quaisquer condições, sobretudo em quebras de pole positions, uma de suas especialidades.

Era um fervoroso devoto da velocidade. Um gênio ao volante. Um extraclasse dos circuitos de corridas. Um Pelé sobre quatro rodas. Ou, trazendo para os dias atuais para a galera mais jovem, o Messi da velocidade na categoria máxima do automobilismo.

Depois dele nenhum outro piloto brasileiro desafortunadamente assumiu o posto de número um do mundo – e lá se vão 26 longos anos. E para mim, que me perdoem os piquetistas mais fiéis e fervorosos, os schumackeristas de plantão e os vettelistas e hamiltonlistas de hoje, ele é, por todos os motivos apontados acima, o melhor de todos os tempos.

Dá uma olhada, no final deste post, a performance de Senna na memorável primeira volta em Donington Park, na Inglaterra, considerada a mais extraordinária da F1 de todos os tempos e tire as suas próprias conclusões.

UM DEMOLIDOR DE POLE POSITIONS

A trajetória de Senna em números (Fotos: Bancos de Imagens gratuitos)

De todo modo, esta é a opinião, claro, de um fã de carteirinha, porém, de olhos bem críticos, já que presenciei ao vivo e em cores tanto em Interlagos quanto nas incontáveis vezes que ficava defronte à telinha nas emocionantes manhãs e madrugadas de domingo, todo a destreza de Senna diante de outras feras, como Prost e Schumacher, em manobras ultraarriscadas e quase impossíveis de se fazer mesmo para pilotos experientes e de igual habilidade.

Seja a bordo da Toleman branca, da Lotus negra (que consagrou nos anos 1970 Emerson Fittipaldi), da McLaren vermelha e branca e da Williams branca e azul – as quatro escuderias que Ayrton defendeu ao longo de dez anos de glórias na F-1 -, ele as pilotava com incrível maestria. Melhor: dava show. 

Chuva nunca era problema para Senna: a bordo da Toleman branca,...
… da Lotus preta e dourada (plasticamente a mais bela)…
… e da veloz McLaren: sempre um show ao volante
No cokpit da McLaren vermelha e branca, nos boxes: mindset matador

Mas se Senna era um bambambã no cokpit e um piloto genial e requintado ao volante, à mesa, confraternizando com a família, namoradas e amigos, ele era um sujeito extremamente simples que se rendia à boa e reconfortante comida caseira preparada pela mãe, dona Neyde, e às suas melhores memórias gustativas vividas nos bairros de Santana e Jardim São Paulo, zona norte da capital paulista, onde nasceu e passou a infância e a sua adolescência. 

Longe de ser piloto de fogão e cozinheiro curioso – muito pelo contrário -, Ayrton tinha fama de ser bom de garfo mas que não se arriscava a preparar um ovo frito ou um simples prato de macarrão instantâneo. Magro como um bebedor de chá, além de atleta ultradisciplinado já preocupado à época com a sua condição física e psicológica, ele gostava de comer não só bem mas em quantidade, servindo-se de porções invariavelmente “fartas e generosas”, segundo relatos tanto de familiares quanto daqueles que estiveram sempre próximo dele. 

Sinônimo de ousadia nas pistas, o icônico capacete amarelo de Senna

E como todo brasileiro, a comida predileta no dia a dia do comilão Senna era um bom prato de arroz, feijão, bife, batata frita e salada – o chamado PF (prato feito), campeão da preferência nacional (confira no final do artigo a origem desta festejada combinação tipicamente brasileira).

Embora magro como um bebedor de chá também gostava de acompanhar as refeições com baldes e mais baldes do seu refrigerante predileto e de muitos brasileiros – o popular Guaraná Antarctica -, de longe a sua bebida número um no copo e que não encontrava nas cidades do Velho Continente por onde o circo da F-1 passava durante as dez temporadas nas quais participou.

À mesa, um campeão da simplicidade
Ayrton ao lado do irmão Leonardo e da mãe Neyde: pé no freio à mesa

Ou seja: de gostos exóticos ou exigências gastronômicas difíceis de serem atendidas, Senna tinha muito pouco ou quase nada. Ao contrário. Discreto e de paladar simples, preferia o ambiente doméstico aos holofotes e a agitação dos restaurantes nas raras vezes que ia. Sabe-se que como bom paulistano e fã da cozinha cantineira, o tricampeão tinha uma queda pela culinária italiana e procurava em todo o mundo onde o circo da F-1 perambulava por endereços do país da Bota.

Senna amava massas, devorando-as sem restrição toda vez que podia. Porém, era exigente e não abria mão de dois preceitos culinários quase que sagrados no país da Bota: as pastas tinham que ser cozidas sempre al dente, no seu ponto exato, nem muito mole, nem muito dura, além de o molho de tomate pelato (sem pele) e vero (o verdadeiro italiano), ser do tipo artesanal, fresquinho, como se faz em casa – e não o industrializado.

Tal menu, por sinal, rico em carboidratos, era recomendado por seu preparador físico, amigo e espécie de guru Nuno Cobra, buscando recuperar as energias e os 4 kg que todo piloto de alto nível costuma perder em uma prova automobilística de quase 2h de duração.

O bom e velho Guaraná: gosto afetivo da infância de Ayrton e do Brasil

Assim, um substancioso prato de macarrão ao sugo (cuja pasta podia ser o taglierini ou o clássico spaghetti) era capaz de arrancar-lhe um enorme sorriso de satisfação. No livro autobiográfico de Adriane Galisteu, “Caminho das Borboletas” (1984, Editora Caras), a ex-namorada de Ayrton à época e hoje apresentadora registrou as predileções do piloto à mesa: “Quando estávamos juntos, quase não frequentávamos restaurantes. Mas quando saíamos para comer, Ayrton escolhia sempre os restaurantes italianos, independentemente do país em que estivéssemos.”

Dentre as preparações que levam a talvez mais famosa pasta seca peninsular – o spaghetti – a versão “al torchio” preparada na Trattoria Romagnola, endereço frequentado nos anos 80 e 90 pelos pilotos de F-1 nos arredores de Ímola, entre Bolonha e San Marino, era a que encantava o paladar do tricampeão, que fazia sempre o mesmo pedido toda vez que ia comer lá.

Sempre al dente, o spaghetti al torchio: predileção do tricampeão

Acredita-se que este tenha sido, inclusive, o prato de seu último jantar antes do fatídico acidente no GP de San Marino. De concepção simples, como é por sinal a essência da culinária italiana, harmoniza a massa al dente com tomates pelatti (sem pele) e basilico (manjericão) frescos, azeitonas pretas, um lance de azeite de olivas italiano e lascas do legítimo queijo grana padano, glória da gastronomia peninsular e mundial produzida na cidade de Parma, no coração da província de Bologna.

Mas Senna também tinha obviamente suas antipatias gastronômicas. O eterno campeão não comia, por exemplo, nem que fosse amarrado ao pé da mesa, carne de porco, quiabo e jiló. De acordo com Adriane Galisteu, em seu livro, também causava-lhe aversão quase que atávica a comida servida na Inglaterra e no Reino Unido (cujas culinárias, de fato, jamais tiveram boa fama), onde Ayrton passou vários anos correndo nos campeonatos preparatórios para ingressar na F-1, caso da Fórmula Ford, em território inglês, onde iniciou sua trajetória rumo ao topo do automobilismo.

“Em Londres, ficávamos no Hotel Barclay e repetíamos invariavelmente o mesmo prato: a típica zuppa di pomodoro (ou sopa de tomates). Também conhecida como pappa, este tradicional caldo mediterrâneo, feito à base de tomates italianos perfumado com manjericão, é uma receita popular muito apreciada durante o inverno, cujo ritual pede que se mergulhe o pão na infusão para melhor apreciá-la”.

A sopa italiana de tomates era um dos caldos preferidos de Senna

Ainda no departamento das sopas, outro clássico da lista de preferências de Senna era uma singela e revigorante canja de galinha preparada por dona Juracy, sua governanta na mansão que mantinha na região do Argarve, no sul de Portugal. Qualquer “buraco” em sua concorrida agenda, o piloto não hesitava em pegar o jatinho ou o carro rumo à Terrinha, numa escapada providencial para satisfazer o paladar e afagar a alma, e assim matar suas saudades do Brasil.

“Imaginem um tricampeão do mundo, reverenciado como um semideus, descendo para o café da manhã com aquela cara amarfanhada de sono, só de calção e chinelo, sem camisa, barba por fazer, brigando com o amigo que lhe rouba a torrada com requeijão, ou, depois, no almoço, com o cotovelo esquerdo apoiado na mesa enquanto a mão direita, armada de um garfo e operando como se fosse uma pá, escavava um pratão de talharim com muito molho de tomate – al dente, exigia ele. Ele era, também na hora de comer, o rei da massa”. 

“O Nuno manda comer pasta, para recuperar energia – tentava desculpar o Béco (apelido familiar de Senna) a sua voracidade, convocando o distante testemunho de seu histórico amigo e preparador físico. (Fiquei sabendo que, de fato, um piloto como ele perde de três a quatro quilos numa prova. Tagliatelle nele!) 

(Trechos do livro “Caminho das Borboletas” (de 1984), de Adriane Galisteu, em que a ex-namorada de Senna revela a paixão do piloto brasileiro pelas massas).

Ayrton e Adriane na fazenda do piloto em Tatuí, em 1993 (Getty Images)

De paladar afetivo e quase infantil, Senna também não se furtava aos doces portugueses, como os travesseiros de Sintra (massa folhada recheada com creme de amêndoas), servidos no restaurante A Toca do Júlio (Estrada do Rodízio, 12 2705-335), situado em Colares, próximo à bucólica cidade de Sintra, que costumava frequentar durante o GP de Estoril, e onde saboreava suas famosas receitas regionais.

Mas o doce que ocupava, definitivamente, o lugar mais alto do pódio das preferências do piloto brasileiro eram os profiteroles. Hoje globalizada e amplamente conhecida, a receita de origem francesa é bastante antiga. Data do século XVI. Foi criada pelo italiano Popelini, chef-pâtissier da rainha Catarina de Médici, da França, que resolveu rechear a levíssima massa choux com creme de confeiteiro, derramando sobre ela calda de chocolate quente. Touchée! Conquistou de cara a exigente monarca e, a seguir, milhões de pessoas no mundo todo ao longo de mais quatro séculos, incluindo o campeão Ayrton Senna.

Profiteroles: no alto do pódio de preferências do comilão Ayrton
Do mais veloz nas pistas ao retardatário zen à mesa

Mas ao contrário da velocidade e arrojo de Senna nas pistas, seu comportamento à mesa era diametralmente zen e sereno. Calmo e tranquilo, manejava os talheres “em primeira marcha”, saboreando calmamente os alimentos, garfada a garfada, com a paciência de um mestre budista.

Comportamento e cena impensáveis nas corridas que disputou, a bandeira de retardatário era agitada para Ayrton por sua mãe, Dona Neyde, que o apressava para que terminasse de comer, enquanto os irmãos já tinham devorado a sobremesa e recebido a bandeirada final. Ou seja: nos almoços e encontros familiares em torno da mesa, o piloto era o primeiro a chegar e o último a sair.

Travesseiros de Sintra: doce lembrança de Portugal, a sua segunda casa

E isso acontecia tanto na residência de seus pais, em São Paulo, como em Tatuí, ou na casa de praia, em Angra dos Reis. Como é sabido a família Senna até hoje mantém uma fazenda com um autódromo particular no interior de paulista, próximo de Sorocaba, onde Ayrton vinha invariavelmente descansar e se divertir – correndo, claro! – a bordo de seus turbinados karts, uma de suas paixões. Já no litoral sul fluminense, outro reduto de repouso do piloto, a velocidade e a adrenalina das pistas eram trocadas pelos jet-skis e o mar cenográfico do litoral sul do Rio.

Na cidade vizinha de Tatuí, é sabido que o tricampeão costumava se esbaldar com as massas caseiras preparadas pela tradicional Trattoria Della Nonna (Rua 13 de Fevereiro, 565, Centro, Tatuí, tel. (15) 3305-3328), da família Visciglia, na companhia dos pais, seu Milton e dona Neide Senna da Silva, habitualmente nos jantares de sábado. Misto de cantina e rotisseria, o lugar ficava na SP-127. Com mais de três décadas de existência, a casa continua aberta, funcionando até hoje no Centro da cidade. 

PF: As origens de um encontro culinário celestial

Símbolo da urbanidade, o PF é uma gostosa unanimidade nacional

Para o escritor Luís Fernando Veríssimo, o PF, o prato da unidade nacional que tanto seduzia Ayrton Senna e encanta milhões de brasileiros, atesta a malandragem do nosso povo. No bom sentido. O feijão-com-arroz celebra uma poderosa parceria de aminoácidos que começou a ser feita por simples intuição no Brasil a partir do século 16. A lisina do primeiro precisa da metionina do segundo. Como em qualquer casamento, os parceiros se complementam. No caso, o que demorou foi para serem apresentados.

A origem do feijão é americana. Há duas hipóteses. Ele teria surgido 7 mil anos antes da era cristã, no México; ou ainda 3 mil anos antes disso, no Peru. Na Grécia e no Egito antigo, o feijão era cultivado como símbolo da vida. Os romanos antigos o usavam nas festas gastronômicas e até para pagar apostas. As ruínas de Tróia revelam evidências de que o feijão era o prato favorito dos guerreiros. E tudo indica que as guerras foram as principais responsáveis por sua disseminação.

No Brasil, já existia feijão antes da chegada dos portugueses, mas os índios não morriam de amores por essa leguminosa. Os negros escravizados também não. Como os portugueses gostavam mais de favas, supõe-se que foi o brasileiro que se tornou o grande consumidor de feijão. E por um simples motivo – além de nutritivo, o plantio é fácil e rápido. O feijão foi importante durante todo o Brasil colonial e imperial. A partir do século 17, tornou-se a força promotora de energia e passou a fazer parte de toda refeição.

E o arroz? O cereal pode ter surgido surgiu 2.000 anos a.C., na Indochina. Ou em berço africano, no Vale do Níger, ao redor de 1000 antes da era cristã, como descreve o historiador Henrique Carneiro: “Era uma gramínea de solo seco e foi a ação humana que a adaptou artificialmente, após 2.000 anos de cultivo, como uma

planta semi-aquática.O arrozal aquático foi uma imensa conquista, desenvolvida na China entre o quinto e o primeiro séculos anteriores à era cristã, e que permitiu a ampliação da produção a ponto de transformá-lo na cultura de mais alta rentabilidade por hectare até a época moderna”, relata.

O cereal foi usado não só para alimentação. As variedades especiais eram usadas como oferendas em cerimônias religiosas na Índia. Mas o árabe foi o grande responsável por sua disseminação. Nas Américas, ele chegou com os espanhóis. Não se sabe ao certo se no Brasil já havia arroz cultivado antes da chegada dos portugueses. Mas os índios brasileiros deram de ombros à novidade não o incorporando na sua dieta diária.

Como conta Câmara Cascudo, “sozinho, ele não fartava ninguém, como a farinha seca ou o milho cozido. A forma típica era o arroz cozido na água e sal, úmido, compacto, quase um pirão espesso. O arroz solto, seco, aparecendo nos hotéis e residências abastadas foi resultado de fórmula posterior, urbana, chegando ao “arroz de branco”, elementar mas exigindo cuidados na fervura e atenções no ponto”.

O Centro de São Paulo no início do século 20: revolução também à mesa

Primeiro, veio a aproximação por afinidade – ambos, sozinhos, passavam a sensação de que faltava alguma coisa. Com o passar dos anos, descobriu-se que, associado aos cereais, o feijão fornece um suprimento ideal de carboidratos, fibras e, sobretudo, de proteínas.

Segundo nutricionistas e especialistas em alimentação, a mistura potencializa a síntese de proteínas essenciais para a reparação e construção de tecidos e para a produção de hormônios. Ou seja, com o tempo, descobriu-se que havia uma “química” poderosa nessa união.

Mais modernamente, entre o final do século XIX e o início do XX, com a urbanização do país, a esses protagonistas se juntariam o bife, o ovo e a batata frita. Batizado de “prato feito” ou simplesmente PF, o prato se popularizou a partir dos registros dos primeiros restaurantes do Brasil, durante esse período.

Tais locais surgiram a partir da necessidade de se oferecer pouso e comida aos trabalhadores e estudantes que vinham de longe. A partir da década de 1950, com a explosão populacional nos grandes centros urbanos, o PF se popularizou ainda mais.

Hoje, as opções na hora de comer são bem maiores, com o avanço dos restaurantes a quilo dos dias de hoje. Porém, o tradicional prato feito ainda mantém espaço cativo no paladar da maioria dos brasileiros. Como era no do sessentão Ayrton Senna, caso ainda estivesse vivo. Ele, por sinal, como todo campeão, continuará presente na memória e no coração de milhões de brasileiros e de seus fãs espalhados pelo mundo todo. Afinal, mitos de verdade e clássicos da cozinha jamais morrem ou desaparecem.  

PARA VER, OUVIR E CURTIR:
MARCO MERGUIZZO 
é jornalista profissional 
especializado em gastronomia, 
vinhos, viagens e outras 
coisas boas da vida. 
Escreve neste Coletivo 
toda sexta-feira. 
Me acompanhe também no Facebook e no Instagram, 
acessando @marcomerguizzo  
#blogaquelesaborquemeemociona 
#coletivoterceiramargem
LEIA TAMBÉM:

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: