Numa fazenda feita de massinha

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LÚCIA HELENA DE CAMARGO – Shaun é um carneiro esperto. Ele vive em uma comunidade de ovelhas de boa índole, na qual todos são unidos e ninguém tenta levar vantagem. A turminha gosta de se divertir e não perde a oportunidade de uma boa piada. Os antagonistas são os porcos, que moram do outro lado da cerca. Esses vivem na lama, estão sempre sujos, e não são confiáveis. Se lhes é dada a chance, roubam comida e abrigo das ovelhas. Claramente, praticam bullying.   

Shaun se entende bem com o cachorro (Bitzer), que é braço direito do dono da fazenda. O proprietário é meio bobão, enxerga mal, mas também é boa gente, então o cão fiel sempre o salva de se machucar, cair, ser atropelado ou ferido, pois ele se mete nessas situações justamente por enxergar muito, muito mal. Seus óculos, que quase não ajudam, quebram frequentemente.

“Shaun, o carneiro” (Shaun the Sheep), é uma animação alemã/britânica produzida pelo canal Nickelodeon, que estreou nos Estados Unidos e na Inglaterra em 2007. No Brasil, começou a ser exibido pela TV Cultura em 2011. E até hoje o canal passa episódios. A série pode ser vista ainda via streaming na Netflix e na Amazon Prime.  

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Singela, deliciosa e criativa, filmada no sistema stop motion, com bonecos e cenários feitos de massinha. A criação é de Nick Park (o mesmo de “Wallace & Grommit”, de 1989, da qual, aliás, derivou, o chamado “spin-off”) e Richard Goleszowski.

Quase não há diálogos, mas é perfeitamente possível entender o querem dizer os personagens. As caras, interjeições, balidos, grunhidos, gritos, entre outros sons e movimentos, se encarregam de dar expressão à narrativa.

A musiquinha que abre todos os episódios, de Mark Thomas, gruda na cabeça. Inevitável sair cantarolando “Shaun, the Sheep” depois de assistir, digamos, uns 18 episódios da série. 😊

Já aviso a quem nunca viu: é tão gostosinho de assistir que fica muito difícil parar. Felizmente as temporadas são longas. E mesmo se você, numa madrugada insone, decidir ver muitos episódios, sobrarão outros tantos para serem vistos. Cada episódio dura em torno de 15 minutos.

Entre os demais personagens principais estão Timmy, o bebê cordeiro, e sua mãe; Shirley, a ovelha gorda e comilona; e Pidsley, o gato amarelo do fazendeiro, que não gosta dos carneiros.

Shaun ora vira um super herói para sair em busca do ursinho perdido de Timmy, ora está às voltas com uma produção local de pizzas, outro dia participa de um concurso de dança. Um carneiro versátil.  

“Shaun, o carneiro” pode ter sido inicialmente concebido para ser visto por crianças, mas muitos adultos se encantaram, porque é feito naquele estilo de camadas. Uma pessoa de seis anos de idade pode achar divertidas as caretas e correrias; alguém de 11 talvez goste de como Shaun manobra para que os porcos, que sacaneiam os carneiros, sempre se dêem mal no final; e os adultos podem apreciar a criatividade dos roteiros, a riqueza de detalhes da construção de cenas e esquecer da vida, do coronavírus e de todos os problemas, assistindo às aventuras mirabolantes dentro do microcosmo daquela fazenda feita de massinha.

Lúcia é jornalista.
luciahcamargo@uol.com.br

E escreve também no blog www.menudalu.com.br

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