O barreado azedou

Rubens Nogueira

Sérgio Moro deve querer tudo menos dar de frente com o Lula. Houve um tempo em que tudo podia acontecer, menos Lula circular por aí pedindo votos. Pode-se afirmar que Moro foi um algoz sem entranhas na perseguição ao líder operário. Moro passou anos negando qualquer regalia ao seu preso, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Hoje, vê-se despido do poder do qual se aproveitou para humilhar o quanto pôde o seu troféu, conquistado, aliás, graças a um belo trabalho como responsável pelas investigações que comandava com extrema competência. Seu divertimento predileto era manter o seu prisioneiro bem perto de si.

Com a rasteira do seu imprevisível ídolo, ficou sem pai nem padrinho.

Nesta época de muito pinhão e nos lares paranaenses não falta o tradicional pinhão, em várias apresentações, sendo a mais comum o enjoativo fruto em forma de doce.

Para Moro, jovem inteligentíssimo, acabou o sonho federal, mas ele não precisa temer a reação de Lula, agora que voltou à planície.

O maior presidente que o Brasil já teve neste século depois de Getúlio Vargas é muito generoso.

Ao ex-mito resta curtir a curta glória e contentar-se com um barreado meio que azedo.

Pedro Paulo de Salles Oliveira

Nestes dias sombrios nos quais o mundo vive o pesadelo do coronavírus fiquei ainda mais angustiado ao saber da morte de Pedro Paulo de Salles Oliveira.

Ele estava naquela idade em que todos somos bem frágeis e mais que sensíveis até a um golpe de ar, quanto mais às dúvidas dessa assombrosa doença que transformou o mundo em enfermaria.

Pedro Paulo era um homem de grande talento. Advogado formado na tradicional escola do Pátio do Colégio, ele destacou-se como administrador e relações públicas no setor elétrico. Fez carreira na antiga Cesp, planejou e dirigiu o setor de Relações Públicas da Itaipu Binacional e foi Mestre de Comunicação Social.

Seu falecimento me causou muita tristeza.

Cléia Alberti

Cazuza é que sabia das coisas. O tempo não para. Deitado no banco da pracinha que frequentava no Leblon ou disputando com Francisco Alves quem mais recebe visitantes no Dia de Finados, ele mantém seu fã clube animado e suas músicas são muito tocadas.

Minha amiga Cléia Alberti vai recebeu há pouco um diploma universitário. Eu deveria ir a Curitiba para abraçá-la, mas, como sabeis, tornei-me uma pessoa que precisa de cuidados especiais para se locomover.

Cléia é uma linda mulher, uma amiga preciosa, uma pessoa adorável, que amo de paixão.

Querida vizinha, companheira de projetos literários, amor de outono e das demais estações do ano, seja muito feliz!

Nestor Forster

Chamou-me a atenção o nome do diplomata indicado para a Embaixada do Brasil em Washington – Nestor Forster. Mais ainda uma frase dele: “Quer proteger a Amazônia? Compre mais do Brasil, não menos. Isso vai gerar renda e recursos até para a preservação.” Palavras sábias embora os americanos merecessem esse pé atrás se lembrarmos da Guerra Fria, após o segundo conflito mundial (1939/45).

Essa visão otimista do novo embaixador está de acordo com o bom relacionamento pessoal entre Bolsonaro e Trump. O americano tem feito gestos de boa vontade, recebe o brasileiro, ganha camisa do Flamengo, admite a presença do filho do brasileiro nas audiências e por aí vai. As relações entre as nações sofreram muitas mudanças, com a ascensão da China. A saída da Inglaterra da União Europeia teve e terá ainda muitas consequências.

A mulher (sempre ela)

Não basta mais um dia. Não é mais só local. Não !! Agora é o dia, é o dia internacional, é a semana, é o mês… Mas o que é a mulher? Para mim é o começo e o fim. Simples assim. Para o outro, o que é:

Una mujer

La mujer que
Al amor no se asoma
No merece llamarse mujer
Es cual flor que
No esparce su aroma
Como un leño que
No sabe arder
La passion tiene
Un magico idioma
Que con besos
Se debe aprender
Puesto que una mujer
Que no sabe querer
No merece llamarse mujer
La mujer debe ser
Soñadora coqueta y ardiente
Debe darse al amor
Con frenético ardor
Para ser una mujer.

Salve Gregório Barros – Salve João Gilberto

Foto principal: Bolsonaro e Moro em 3/10/2019 (Alan Santos/Presidência da República)

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