Carros autônomos: a solução para acabar com as imprudências no trânsito?

FABIANA BLASECK SORRILHA (Mobilidade Humana) – Recebi pelo WhatsApp esta semana link para um vídeo postado no Facebook (https://www.facebook.com/watch/?v=438952547159197) que me causou muita curiosidade. Com mais de 57 mil curtidas e 5,7 mil comentários, a postagem em rede social mostra um carro autônomo, provavelmente solicitado por aplicativo, ou um táxi, que chega para pegar a pessoa que fez esse vídeo.

Ao se aproximar do passageiro, o carro dá a seta avisando que vai encostar mais à frente e para com tranquilidade para que o homem embarque. O carro não anda enquanto ele não coloca o cinto de segurança traseiro. A narrativa prossegue no vídeo, mostrando seu interior e as manobras feitas por nada menos que a máquina e seu computador. Estranho ver o volante se mexendo e fazendo conversões de forma perfeita. Via radar, o veículo vê que há um ciclista próximo. Será que a máquina desviaria do humano?

Música ambiente, velocidade segura compatível com a via e o trajeto é feito, sob as observações do passageiro. Uma beleza!

Aqui proponho uma reflexão: será realmente esse o futuro da mobilidade urbana no mundo? E no Brasil, isso daria certo? E em Sorocaba, você já pensou em dividir as ruas com máquinas tão inteligentes que falhas humanas como dirigir sem cinto de segurança, falando ao celular ou deixar de usar a seta, cairiam no esquecimento?

Seta não é cu, dê sem medo!

Pode parecer grosseiro de minha parte escrever a frase acima, mas ela já foi alvo de muitas piadinhas e, até mesmo, inspiradora de campanhas educativas de trânsito a fim de convencer o condutor de qualquer veículo a usar a seta para sinalizar suas intenções ao dirigir.

Dar seta é um ato de gentileza e respeito aos demais. É uma comunicação que todos entendem (ou deveriam entender) na mobilidade urbana. Esse simples ato pode evitar acidentes. Até mesmo um ciclista pode dar seta ao fazer uma conversão, sabia?

Penso num futuro não tão distante com máquinas ocupando ainda mais o lugar do ser humano e revejo, em minha mente, aquele Charles Chaplin de “Tempos Modernos”, filme de 1936, que nos faz refletir: você embarcaria num veículo autônomo?

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