Um pedido de ajuda aos amigos de Laureano

Geraldo Bonadio

Estou concluindo um trabalho de pesquisa para um pequeno livro, que conto editar ainda este ano, sobre a vida multifacetada do poeta, compositor e cantor da música caipira, aluno do maestro Villa Lobos na Escola Nacional de Música e professor de canto orfeônico da rede estadual de ensino, Ochelsis de Aguiar Laureano.

Nascido no Rio Acima, então parte do território sorocabano e hoje um bairro de Votorantim, numa família que integrava o grupo dos primeiros presbiterianos daquela cidade, convertidos à fé reformada pelo ex padre José Manoel da Conceição, ele, enquanto artista, ao que parece, centralizou sua atividade em São Paulo. Ingressando no magistério estadual, atuou em diferentes cidades, entre as quais, Santos e Bauru.

Os dados relativos à sua vida, mesmo colhidos em fontes usualmente bem-organizadas, são desencontrados. Uma das minhas esperanças em esclarecer tais contradições seria confrontar os elementos de que disponho com o seu acervo pessoal – letras e partituras de suas composições, fotos e assim por diante – que, ao que me foi dito, teria sido doado, por seus familiares, à Universidade Sagrado Coração, de Bauru, forma que ele encontrou de expressar seu agradecimento à cidade onde trabalhou durante muitos anos, estando, sob guarda daquela instituição numa sala para tanto destinada. Dirigi um e-mail à Profa. Dra. Irmã Susana de Jesus Fadel, Reitora da Instituição e recebi a surpreendente resposta de que a Universidade não tem qualquer notícia sobre aquele acervo.

Tenho um particular interesse em conseguir uma cópia da gravação, em disco 78 rpm, da “Moda dos tecelões”, que, ao que consta, descreve as condições em que trabalhavam os tecelões e fiandeiros – homens e mulheres – na Votorantim daquele tempo. O disco figura no livrão editado pela Funarte, com a relação de tudo o que se gravou no Brasil nos discos de 78, mas não aparece nos diferentes acervos que tenho consultado.

Agradeço, antecipadamente, a todos que possam colaborar com a minha pesquisa, aos quais darei crédito quando da publicação do trabalho. Aos que me contatarem pelo Face comunicarei endereço, telefone e e-mail para aprofundar os contatos. O que me move é a intenção de evitar que uma carreira cultural tão diversificada e rica caia no esquecimento.

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