A ausência da “noção de emergência” dos dirigentes da Cultura da região metropolitana de Sorocaba (RMS)

JOSÉ SIMÕES – Incomoda aos artistas e trabalhadores da Cultura ouvir de um agente político, ao ser cobrado acerca das suas propostas e, principalmente, das ações efetivas para as artes, os artistas e a Cultura do município que, depois de um mês ele, ainda, está tomando pé da situação. Neste contexto da Cultura e pandemia, não pode.

Um mês, dois meses, não é pouco? Não.  Afinal, quem entrou no governo municipal não inventou o mundo. Não existe, na vida cotidiana, a invenção do mundo pós eleição. É por isso que acontece a transição de governo e, principalmente, o plano de governo. Para que o agente político tome pé da situação e faça.

A “situação” das artes, dos artistas e da Cultura é conhecida e está presente no tempo e no espaço das cidades.  Faz parte do dia a dia de quem trabalha com a Cultura. Portanto, não orna não ter um plano de ação, no mínimo, imediato.

Repito: quem trabalha com Cultura sabe da situação na atualidade. Os artistas e as artes estão parados há mais de um ano. Sim, um ano!

Faltam espaços. Faltam as condições de trabalho. Falta a possibilidade de fruição. Falta a possibilidade da formação estética. Falta a conservação no patrimônio, etc. Falta ar. O ausência de políticas culturais é tão danosa quanto o vírus.

Um cidadão ao aceitar o convite para ser secretário (a) ou diretor (a) de Cultura de um município da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), minimamente se esperava que tivesse algo em mente – proposta ou propostas – algo efetivo para enfrentar efetivamente esta calamidade – agora, já! Não daqui a seis meses. Tenho visto e ouvido muito blá, blá, blá.

Ninguém espera uma secretaria ou Diretoria da Cultura que atue como figuração ou decorativa no governo. As políticas culturais precisam sair do papel. As ações artísticas e culturais precisam chegar aos artistas e a sociedade.

Cadê o plano de ação com objetivos e metas? Principalmente as metas? Cadê?

Estamos vivendo tantos retrocessos que talvez para alguns agentes políticos a Cultura seja uma ação decorativa ou elitista ou desprovida de objeto.

Na França, especificamente, na cidade de Paris, o Teatro Odeon foi agora ocupado pelos artistas durante a pandemia, cansados de esperar por ações do governo. Este teatro já sofreu dois incêndios e foi reconstruído. O Odeon, também, foi ocupado em maio de 68. E a partir dele se irradiou uma potência até os dias de hoje. A luta se repete de tempos em tempos.

O fato é que, neste momento, não se pode “contar com a bondade de estranhos”. Os artistas precisam se mobilizar e cobrar em todas as instâncias ações. Recursos. Projetos. Financiamentos. Incentivos. Cobrar vereadores, amigos dos vereadores e deputados, a tia dos vereadores e deputados, mãe, etc, quem quer que seja. Ao mesmo tempo é preciso buscar e conversar com o publico. Reconquistar o publico. Não permitam que o cansaço vença. Propostas não faltam. Vamos executá-las. Ação! Faça o seu movimento. Solitário ou em grupos.

As artes e os artistas estão amalgamados com a cidade.

É preciso a “noção de emergência” na Cultura.

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