Garça-branca-grande é a mais conhecida e majestosa entre todas as garças-brancas*

* Da Série Fauna do Sorocaba

Sandra Nascimento

A garça-branca-grande é uma espécie cosmopolita que pode ser encontrada por todo planeta, menos no continente antártico, segundo o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos.

No Brasil, ela é muito presente no Pantanal, costas do Sudeste, Nordeste, Norte e rios de todo o território.

Entre as garças-brancas é a mais conhecida e uma das mais elegantes. Sua plumagem é totalmente branca.

Mede de 65 a 104 centímetros de comprimento e pesa entre 700 gramas e 1,7 kg.

As pernas são negras e altas; o bico é pontiagudo, de cor amarelada ou alaranjada; suas íris são amarelas; e o pescoço, bem longo, parece formar um S maiúsculo.

Garça-branca-grande e seu pescoço em forma de S

Outras características

Ave migratória, a garça-branca-grande vive sozinha ou em bandos à beira de lagos, banhados, rios e à beira-mar.

Tem atividade diurna e costuma voar, solitária ou em grupo, deslocando-se para vivências em áreas abertas ou para dormitórios comunitários, construídos em árvores localizadas em lugares silenciosos.

As asas, largas e longas, conferem à espécie um voo majestoso, direto e sustentado, com movimentos amplos e lentos, na sua aterrissagem. 

Alguns estudiosos classificam subespécies de garça-branca, diagnosticadas na comparação do tamanho das aves e na observação das cores de bicos e penas, que mudam em épocas de reprodução.

Ninho das garças, dormitório no Parque das Águas, em Sorocaba

Alimentação: de peixes a lixo

A garça grande come quase tudo que cabe no bico: peixes, pequenos roedores, anfíbios, répteis, insetos, pequenas aves, cobras, preás e muitos tipos de lixo. Na caça, é sorrateira e, normalmente, ataca com o corpo abaixado e o pescoço recolhido.

Em águas rasas, consegue permanecer imóvel durante um longo período à espera da presa.

A garça-branca-grande tem atividade diurna

Reprodução

Em época de reprodução, machos e fêmeas apresentam as egretas (penas longas e esvoaçantes que aparecem no dorso). A espécie pode aninhar-se sozinha, mas geralmente o faz em colônias com centenas ou até milhares de aves, entre seus iguais e outras espécies.

O ninho é feito de gravetos e caules de plantas aquáticas. Quando pronto, parece uma plataforma solta. Com cerca de um metro de diâmetro e 20 centímetros de espessura, costuma ser reutilizado caso resista a chuvas, ventos e temporais.

A garça-branca-grande põe de quatro a cinco ovos, nas cores azul-esverdeado ou azul-claro. A incubação, que dura em média 24 dias, é feita pelo casal.

Ao nascer, os filhotinhos são alimentados pelos pais por meio de regurgitação. Após 15 dias de vida, começam a aventurar-se pelos galhos próximos do ninho. E perto do trigésimo quinto dia, já realizam voos curtos.

Vozes

Durante um namoro ou na interação com os membros da colônia, as garças costumam diversificar seu vocabulário. Os sons mais característicos são o bisssílábico “há-tá”; o “rat-rat-rat”, emitido quando voa baixo; e o “kraaaah”, vocalizado alto e rouco em suas longas viagens.

Nomes mais comuns: garça e garça-branca.

Nome científico: Ardea alba

As egretas, penas mais longas e esvoaçantes, aparecem no período de reprodução

Referências: WikeAves (site); Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos; Guia de Campo: Observando as Aves nas Áreas Verdes de Sorocaba e Região, de Luciano Bonatti Regalado; apassarinhologa.com.br
Fotos: Arquivo Loja de Ideias Produção Audiovisual e Jornalismo Ltda/ Sandra N. e José Finessi.  

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