O vale dos vilões

CARLOS ARAÚJO (Blog Outro Olhar) - Os vilões são capazes de negar o sol em pleno verão de quarenta graus à sombra. Os vilões têm o prazer de negar a própria negação quando desdizem no minuto seguinte o que acabam de afirmar agora. Os vilões ignoram a história, os documentos, as provas, as certificações de conhecimento acumulado em séculos e gerações.

A arte de ser otimista

CARLOS ARAÚJO (Blog Outro Olhar) - A jornalista Carla Cristina Camargo, leitora muito especial que tem a generosidade e a paciência de acompanhar o que escrevo há 11 anos, pede uma crônica otimista e eu não posso deixar de atendê-la.

95 velas para Dalton Trevisan

CARLOS ARAÚJO (Blog Outro Olhar) - Nesses tempos tristes e sombrios, em virtude das milhares de mortes da pandemia entre as quais ocorreram grandes perdas para a cultura brasileira (Aldir Blanc e Sérgio Sant’Anna, entre outros), a possibilidade de comemorar o aniversário de um mestre da literatura é uma oportunidade marcante. Esse mestre é o paranaense Dalton Trevisan, o maior contista vivo do Brasil e um clássico que integra a galeria dos maiores craques da história curta no mundo. Ele completa 95 anos neste domingo (14). O título acima é uma alusão a “Uma vela para Dario”, um dos seus contos mais extraordinários.

Hora de aprender com as dolorosas lições da história

CARLOS ARAÚJO (Blog do Araújo) - Quase unânime a constatação de que ler é uma boa alternativa para esses tempos de isolamento social. Acabo de ler o livro “A Batalha das Ardenas – a cartada final de Hitler” (Editora Planeta do Brasil, 542 págs.) De autoria do historiador inglês Antony Beevor, a obra é uma detalhada narrativa da última grande ofensiva de Adolf Hitler na região das Ardenas, na Europa, nos estertores da Segunda Guerra Mundial. Texto magistral, linguagem jornalística, ritmo intenso típico dos melhores romances de ficção, com a diferença que este é um documento histórico, muito bem construído e documentado.

Carlos Roberto de Gáspari

CARLOS ARAÚJO (Blog Outro Olhar) - Muitos são os homens que contribuem para a composição da narrativa histórica, mas raros são os que marcam a passagem por este mundo com o exemplo de quem faz a diferença nos rumos da história de uma geração. Carlos Roberto de Gáspari, o sindicalista falecido nesta quarta-feira (4), pertence à categoria dos brasileiros que fizeram a diferença nos momentos decisivos da história de Sorocaba e Região e se projetaram na galeria dos grandes sindicalistas brasileiros.

Terror trash no Cinema Brasil

CARLOS ARAÚJO (Blog Outro Olhar) - Antigamente você entrava no cinema para assistir a um filme de terror com todos os seus sentidos preparados para o pânico calculado e tão esperado. Hoje você começa o dia e a sensação é de que o filme de terror já está em andamento, você perdeu o início e desta vez não está preparado para os sustos da exibição. Não há como deletar ou ignorar a projeção da obra trash e todo mundo está ligado nela com a mesma paúra de quem assiste ao último lançamento de “O massacre da serra elétrica”.

Janela de outono

CARLOS ARAÚJO (Blog Outro Olhar) - Da janela olho para a avenida na madrugada fria. Passam uma moto, um automóvel, um homem a pé. Um ciclista empurra a bike no trecho de subida. Tudo parece tranquilo. Nenhuma ameaça à vista. E pensar que a grande ameaça não é visível. Recomendam ficar em casa. Outros dizem que é possível sair desde que se use máscara. Fico em dúvida se o vírus pode entrar pelos olhos. Fecho também a janela. Medo de o vírus entrar por uma fresta.

O pastor e suas ovelhas

CARLOS ARAÚJO (Blog Outro Olhar) - Era um lugar muito distante. A época não é identificada ao longo da história da civilização. No calor de uma guerra que matou milhares de soldados, um combatente perguntou ao comandante o que ele achava do número de mortes que já superava o de outras guerras.

Os hóspedes e o vírus (Última parte)

CARLOS ARAÚJO (Blog Outro Olhar) - A jornalista que liderava o comando de sobrevivência dos hóspedes era a brasileira Júlia Medrado. Pela primeira vez na vida ela sentia o medo numa dimensão muito além do limite tolerável. “Quanta fragilidade”, ela pensou, ao levar em conta o contraste entre a capacidade do homem de construir a maior máquina de guerra da história e todo esse poder não ser suficiente para o combate ao inimigo invisível.

Acima ↑