Em casa, refletindo sobre a desigualdade

LÚCIA HELENA DE CAMARGO - A pandemia de coronavírus levou um coletivo sem fins lucrativos (como este Terceira Margem) de Copenhagen, na Dinamarca, criar o festival “Locked In Film Festival (A Film Festival In Quarantine)”, de curtas sobre diversas formas de morar, para celebrar o confinamento ao qual todos estamos submetidos. Em nome do bom... Continuar Lendo →

Negação dos fatos, má fé e risco civilizatório

MARCELLO FONTES (Blog em toda e em nenhuma parte) - No campo da ciência ou das evidências claras e concretas, brigar contra fatos não é uma atitude razoável ou inteligente. Aquele indivíduo que, diante de fatos evidentes, inequívocos e empiricamente comprovados de diversos modos insiste em afirmar o oposto ou age de má fé ou tem dificuldades cognitivas sérias decorrentes de alguma patologia. Falaremos da má fé que faz com que se afirme algo nitidamente irreal. Temos visto com muita frequência situações nas quais, mesmo diante das mais fortes e demonstráveis evidências, pessoas insistem em afirmar o contrário do que a ciência, a razoabilidade e o bom senso demonstram. Isso não é uma novidade, mas tem se acentuado nos últimos anos por meio da livre circulação de ideias no universo virtual. Mas, como o momento atual bem demonstra, cada vez mais a propagação de tais negações dos fatos constituem uma séria ameaça para a civilização em termos políticos, econômicos, ecológicos e sanitários.

A festa do Tri e o beijo de língua

PEDRO CADINA (Blog Safra Vermelha) - Até chegar em sua primeira namorada, um garoto se depara com muitas novidades: as ruas perigosas da cidade, fascinantes aulas de matemática, a poesia de Fernando Pessoa, a final da Copa de 1970, as ações da Ditadura e dos guerrilheiros.

A ignorância como fermento para a banalidade do mal

MARCELLO FONTES (Blog Em toda e em nenhuma parte) - O mal não estaria ligado à liberdade, mas à não liberdade. Aquele que perpetra o mal não é um “monstro” ou um ser necessariamente perverso ou cheio de motivações aterrorizantes, mas acima de tudo um Homem comum. Uma assustadora normalidade cerca o mal, que para Arendt evidencia-se principalmente no aspecto político e histórico, sem que se tenha qualquer evidência de que foi cometido por crueldade absoluta, mas principalmente por omissão e ignorância. O perpetrador do mal, para Arendt, nada tem a ver com o vilão tradicional ao qual muitas vezes nos acostumamos.

Vamos adiar o fim do mundo?

LÚCIA HELENA DE CAMARGO (Blog Todas as Telas) - Aquecimento global, novo corona vírus, governo ensandecido e injusto... tem dias em que nem parece tão ruim a ideia da completa extinção dos humanos na Terra. Mas em outros, quando a vida parece melhorar, a gente percebe que ainda é possível rir, tomar chuva (eu gosto),... Continuar Lendo →

Goodbye, fellows

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes que me Esqueça) - Entre celebrações e lamento, o império britânico deixou de existir. A famosa bandeira continuará a ser iluminada onde existir a luz do Sol, mas a União Européia perdeu 60 milhões de habitantes. Se pudesse ter escolhido eu teria nascido em alguma aldeia da Ilha, mas de modo especial estou ligado à velha Albion.

Tolerância x Intolerância = Intolerância

MARCELLO FONTES (Blog Em toda e em nenhuma parte)
- O intolerante, se for tolerado, causará em algum momento a destruição dos tolerantes e da própria sociedade que assim se posiciona. Isso porque o intolerante aproveitaria a tolerância a ele concedida para difundir e praticar suas ideias intolerantes, que incluem, como vimos, a eliminação de todo aquele que não for semelhante a ele. Seria uma tolice da parte dos tolerantes estenderem essa tolerância aos intolerantes. E essa tolice custaria muito caro.

Democracia, multiculturalismo e reconhecimento

MARCELLO FONTES (Blogueiro Convidado) - Cada indivíduo ou grupo deve ter sua identidade reconhecida, pois como dizia o filósofo canadense Charles Taylor “o reconhecimento errôneo não se limita a faltar ao devido respeito, podendo ainda infligir uma terrível ferida, aprisionando suas vítimas num paralisado ódio por si mesmas. O devido reconhecimento não é uma mera cortesia que devemos conceder às pessoas. É uma necessidade humana vital”.

Nem todo mundo faz parte do esquema

LÚCIA HELENA DE CAMARGO - Paxton Winters, o diretor de “Pacificado” (Brasil, Estados Unidos, 2019), morou durante oito anos na favela Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, antes de fazer o filme. Americano naturalizado brasileiro, ele imprimiu na história uma visão pessimista – ou talvez realista – do atual estado de coisas no País.... Continuar Lendo →

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

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