Memórias de um carioca de coração

RUBENS NOGUEIRA (Antes que Eu me Esqueça) - Aconteceu há muito tempo uma parte da história que vou contar. O rapaz vivia encantado com tudo ao seu redor: a terra, o mar, o ar. Sentado na mureta de pedra da praia do Flamengo, olhava o horizonte: Nictheroy, a praia de Icaraí, os morros, as montanhas. Aspirava o ar puro, marinho, salgado e fresco. Baixava os olhos e via sob seus pés as pedras cobertas de verde limo e cravejadas de mexilhões. Ficava horas por ali.

No céu do Brasil, a enorme nuvem de fumaça proveniente da Floresta Amazônica retrata o fogo, a dor e a insensatez

SANDRA NASCIMENTO (Rio Sorocaba Conta Histórias) - Como milhares de brasileiros puderam testemunhar com seus próprios olhos, na segunda-feira, 19 de agosto, uma cortina de fumaça cobriu várias cidades do Estado de São Paulo, incluindo a capital, assim como áreas dos estados do Mato Grosso e Paraná. A enorme nuvem pôde ser vista do espaço e foi registrada pela Nasa por imagens de satélite. Por trás da extensa mancha, constatava-se a dramática realidade de se ter grande parte de uma floresta em chamas. Nada mais, nada menos do que significativos trechos da Floresta Amazônica.

Larissa e Joana (conto). Parte 1: Alguém para conversar e nada além disso

JOSÉ CARLOS FINEIS - "Eu li recentemente sobre uma terapeuta americana que cobra uma fortuna para dar abraços demorados em seus pacientes. E no Japão – se bem que o Japão é outra cultura, quase que um outro planeta –, tem uma empresa que aluga amigos e parentes para pessoas solitárias, para acompanhá-las em festas ou mesmo para conviver com elas em casa. (...) Isso sem falar nos homens que compram mulheres de silicone para ver TV de mãos dadas no sofá e depois fazer sexo com elas." (Blog Conversa de Armazém)

A sedução do abismo (conto). Parte 2: A arte de construir sobre o vazio

JOSÉ CARLOS FINEIS - Um murmúrio subiu desde a multidão quando, lenta e cuidadosamente, passei a perna esquerda por sobre o peitoril e fiquei sentado lado a lado com Regina, os pés apenas recostados no concreto pelos calcanhares, sem poder contar com uma saliência, um ponto de apoio para as pernas. Eu tinha uma desvantagem, que era de não conhecer Regina nem saber o que a levara a cogitar o suicídio.

A sedução do abismo (conto). Parte 1: Uma executiva na janela

JOSÉ CARLOS FINEIS - "Então vamos fazer assim. Em vez de eu falar sobre mim, você fala. Mas pelo amor de Deus, não quero ouvir essas máximas idiotas que as pessoas publicam nas redes sociais. Você tem até as seis para dizer tudo o que puder para me fazer mudar de ideia. Eu prometo ouvi-lo e considerá-lo. Antes disso não vou pular, a menos que algum idiota tente me tirar à força daqui."

Ponte sobre o rio dos sonhos

RUBENS NOGUEIRA - Ah! Como é bom ler. Este burro velho, eterno aprendiz, tem a alma lavada diante do texto de Monica de Bolle (Revista Época, 12-11-18) (*). Ela cita Fernando Pessoa: “Da distância imprecisa, e, com sensíveis/ movimentos da esperança e da vontade,/ Buscar na linha fria do horizonte/ A árvore, a praia, a... Continuar Lendo →

A taça de sorvete

JOSÉ CARLOS FINEIS - Não me sinto culpado por ter sido uma criança difícil, por um motivo muito simples: não existe criança fácil. O que existe é criança mais ou menos difícil. Também não perco tempo pensando em que categoria – se mais ou menos difícil – eu poderia ter sido classificado. Acredito (e obviamente... Continuar Lendo →

WordPress.com. Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

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