Sobrevivendo em meio à pandemia: o Decameron de Boccaccio

FREDERICO MORIARTY (Blog Pipocando La Pelota) - Como sobreviver a uma pandemia? Como resistir física e psicologicamente a uma quarentena? No final do século XIV, o século da crise medieval, o professor e escritor italiano Giovanni Boccaccio nos ofereceu uma alternativa: retiro artístico, amizade e estórias. Decameron é um conjunto de 100 estórias e contos escritos, entre 1348 e 1353 - tempos da peste bubônica na Europa. Boccaccio dá voz aos jovens num antídoto contra o tédio do isolamento e o desespero perante à praga impiedosa.

Vídeo: No caminho com Miguel Torga

PAULO BETTI (Blog do Paulo Cabra) - Antes de vir para Portugal para uma turnê de três meses com minha peça “Autobiografia Autorizada”, resolvi me atracar com autores portugueses: Valter Hugo Mãe, Lobo Antunes, Ricardo Araujo Pereira, Isabela Figueiredo e o pungente “Luanda, Lisboa, Paraíso” de Djaimilia Pereira de Almeida...

Não deixarei o legado de nossa miséria

FREDERICO MORIARTY (Blog Pipocando La Pelota) - Ray Bradbury escreveu o romance "Fahrenheit 451" em 1953. Na distopia futurista, a sociedade abandonara o pensamento crítico, o debate de ideias e a leitura. Basicamente assistiam televisão ou, no máximo, folheavam livros sem palavras ou letras. Os bombeiros agora caçavam quem gostava de ler e possuía livros. Caso alguém encontrasse livros, seria incinerado a 233°C. Os subversivos leitores eram perseguidos e mortos pelo Sabujo, um cão cibernético de oito patas e 10.000 venenos.

Lila

JOSÉ CARLOS FINEIS (Blog Conversa de Armazém) - Desde que os animais começaram a aparecer, ele se perguntava: “Será que ela virá?” Não a censuraria se não viesse, porque ele fora realmente cruel com Lila, a vira-lata de pelos dourados. Mostrara-se indigno de seu amor da pior maneira possível. Não porque quisesse, mas porque não havia mais jeito de ficar com ela.

Zé Muleque, o leva e traz (conto). Parte 3 (final): Nada que um bolo não resolva

JOSÉ CARLOS FINEIS (Conversa de Armazém) - "Ora, quem diria. O filho do velho boticário meu amigo bancando jagunço de novela. Seu pai era um grande homem e deve estar lá no Céu, morrendo de vergonha de você, seu corno manso. Quem mais está aí? Venham aqui para a frente. Sejam homens, saiam das sombras. Vamos conversar e resolver a situação com saliva, pois com chumbo, não sei se vocês perceberam, alguém certamente não vai dormir em sua cama esta noite."

Seja feliz, nosso filho.

PAULO BETTI (Blog do Paulo Cabra) - Decidi que iria apresentar todas exibições do filme ao público. E assim foram 55 sessões. No Rio, Belém, Santos, Sorocaba, Brasília, São Paulo, e, ainda a fazer, Teresina (o cinema mais lindo, 60 caixas de som), Floriano e Picos. Em todas elas, pedi carinho e compreensão pro nosso trabalho. Como se o tivesse ido buscar na maternidade e agora o fosse mostrar no lugar onde foi gestado. Um lançamento no varejo afetivo. Um orgânico num momento tóxico.

O Sol nem sempre é para todos

LÚCIA HELENA DE CAMARGO - Parece um momento adequado para relembrar um filme que fala sobre integridade, compaixão e busca por justiça, atualmente valores pouco cultivados neste País em diversas instâncias. Em “O Sol é para Todos”, advogado Atticus Finch, vivido por Gregory Peck, assume a defesa de Tom Robinson (Brock Peters), rapaz negro acusado... Continuar Lendo →

Ser escritor, o sonho de uma vida!

RUBENS NOGUEIRA (Antes que me esqueça) - Por que é tão mais fácil pensar? Tudo flui, como nos sonhos. Pôr no papel é que são elas. Tomar notas. Muitos anos depois a tarefa será factível. Cansaço físico. Lassidão. No fundo da cabeça o assunto. Quase pronto. Meu Deus, já se passaram quinze anos. Vai durar mil anos. Ou quarenta. Pensava: “não estarei aqui para ver”.

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

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