Zé Muleque, o leva e traz (conto). Parte 3 (final): Nada que um bolo não resolva

JOSÉ CARLOS FINEIS (Conversa de Armazém) - "Ora, quem diria. O filho do velho boticário meu amigo bancando jagunço de novela. Seu pai era um grande homem e deve estar lá no Céu, morrendo de vergonha de você, seu corno manso. Quem mais está aí? Venham aqui para a frente. Sejam homens, saiam das sombras. Vamos conversar e resolver a situação com saliva, pois com chumbo, não sei se vocês perceberam, alguém certamente não vai dormir em sua cama esta noite."

Seja feliz, nosso filho.

PAULO BETTI (Blog do Paulo Cabra) - Decidi que iria apresentar todas exibições do filme ao público. E assim foram 55 sessões. No Rio, Belém, Santos, Sorocaba, Brasília, São Paulo, e, ainda a fazer, Teresina (o cinema mais lindo, 60 caixas de som), Floriano e Picos. Em todas elas, pedi carinho e compreensão pro nosso trabalho. Como se o tivesse ido buscar na maternidade e agora o fosse mostrar no lugar onde foi gestado. Um lançamento no varejo afetivo. Um orgânico num momento tóxico.

O Sol nem sempre é para todos

LÚCIA HELENA DE CAMARGO - Parece um momento adequado para relembrar um filme que fala sobre integridade, compaixão e busca por justiça, atualmente valores pouco cultivados neste País em diversas instâncias. Em “O Sol é para Todos”, advogado Atticus Finch, vivido por Gregory Peck, assume a defesa de Tom Robinson (Brock Peters), rapaz negro acusado... Continuar Lendo →

Ser escritor, o sonho de uma vida!

RUBENS NOGUEIRA (Antes que me esqueça) - Por que é tão mais fácil pensar? Tudo flui, como nos sonhos. Pôr no papel é que são elas. Tomar notas. Muitos anos depois a tarefa será factível. Cansaço físico. Lassidão. No fundo da cabeça o assunto. Quase pronto. Meu Deus, já se passaram quinze anos. Vai durar mil anos. Ou quarenta. Pensava: “não estarei aqui para ver”.

Um presente maravilhoso para Sorocaba em seus 365 anos (vídeo)

PAULO BETTI - Em seus 365 anos, Sorocaba ganhou um presente maravilhoso: o livro "Na Feira de Sorocaba", que traz o texto de uma peça de teatro escrita em 1862 por D'Abreu Medeiros, recuperada pelo historiador Rogich Vieira. A peça, escrita em duas horas e encenada no dia seguinte, retrata os costumes da nossa população na época das feiras de muares. Parabéns, Sorocaba, pelos seus 365 anos de idade.

Lembra-se de Homero Homem?

RUBENS NOGUEIRA - Um menino de asas, um cabra das rocas, um nordestino arretado, um jornalista atuante, um escritor popular, um poeta maravilhoso, um ser generoso, um homem de esquerda, um pai afetuoso, um marido apaixonado, um homem brilhante – Homero Homem de Siqueira Cavalcanti. As reportagens semanais que ele assinava cobriam uma página inteira... Continuar Lendo →

O formidável James Joyce

RUBENS NOGUEIRA - Gustave Flaubert (1821-1880) deixou o seguinte pensamento: “O artista deve fazer com que a posteridade pense que ele não existiu.” Passados 120 anos da morte do grande romancista, autor do livro – entre outros – “Madame Bovary”, ninguém duvida que ele existiu. O que dizer então do herói deste dia 16 de... Continuar Lendo →

Sexo, drogas e… Shakespeare

O jornal Valor Econômico publicou, na última sexta-feira, um texto que escrevi sobre o autor Jo Nesbo, que fala sobre seus livros e suas paixões. A Editora Record publica esse mês seu thriller "Macbeth".

Os tijolos de Jerico e outros poemas

JOSÉ CARLOS FINEIS ´- Em vez de muralhas, muretas (e Jericó era Jerico). Sim. Depois de muitos anos de pajelança, de muito bater o pé e levantar a poeira do deserto, desprendeu-se, lindo, impávido, o primeiro tijolo – e plof! (Dizem que Caim odiou Abel em menos tempo. Dizem também que Deus fez o homem em um quarto do tempo.) Sim.

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

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