Racismo e contexto

LÚCIA HELENA DE CAMARGO (Blog Todas as Telas) - O clássico filme “…E o Vento Levou”, de 1939, foi recentemente retirado da plataforma de streaming pela HBO, por ter sido alvo de polêmica nos Estados Unidos, depois da morte de George Floyd, que fez aflorar discussões sobre racismo no mundo todo. Queria fazer um convite para que pensemos juntos se essa é uma ação louvável ou mesmo necessária. Entendo o valor de certas revisões históricas, em casos extremos. Afinal, não convém permitir que membros de grupos de supremacia branca saiam por aí empunhando bandeiras nazistas. Seria por demais desrespeitoso a todos aqueles que sofreram em consequência dessas ideias execráveis, além de pernicioso para toda a sociedade, pela própria disseminação do ódio embutido nas ideias.

Todos a Bordo – Diário de um Pandemônio (Maio/2020)

TODOS A BORDO (DIÁRIO DE UM PANDEMÔNIO) - Algo assim como o diário de bordo de uma embarcação, em que os tripulantes ou passageiros tenham a liberdade de acrescentar uma página, sempre que sentirem a necessidade de se expressar sobre algum aspecto da realidade exterior ou interior. Assim pretende ser o blog “Todos a Bordo - Diário de um Pandemônio”, produção conjunta dos integrantes de Terceira Margem - Coletivo de Blogueiros Independentes, que estreou numa quinta-feira, em 7 de maio deste 2020.

Negação dos fatos, má fé e risco civilizatório

MARCELLO FONTES (Blog em toda e em nenhuma parte) - No campo da ciência ou das evidências claras e concretas, brigar contra fatos não é uma atitude razoável ou inteligente. Aquele indivíduo que, diante de fatos evidentes, inequívocos e empiricamente comprovados de diversos modos insiste em afirmar o oposto ou age de má fé ou tem dificuldades cognitivas sérias decorrentes de alguma patologia. Falaremos da má fé que faz com que se afirme algo nitidamente irreal. Temos visto com muita frequência situações nas quais, mesmo diante das mais fortes e demonstráveis evidências, pessoas insistem em afirmar o contrário do que a ciência, a razoabilidade e o bom senso demonstram. Isso não é uma novidade, mas tem se acentuado nos últimos anos por meio da livre circulação de ideias no universo virtual. Mas, como o momento atual bem demonstra, cada vez mais a propagação de tais negações dos fatos constituem uma séria ameaça para a civilização em termos políticos, econômicos, ecológicos e sanitários.

Novo blog do Terceira Margem busca democratização da filosofia, para além das salas de aula e dos muros acadêmicos

TERCEIRA MARGEM - O professor de Filosofia Marcello Fontes é o mais novo integrante do Coletivo de Blogueiros Independentes Terceira Margem. Ele, que já havia publicado o artigo “Democracia, multiculturalismo e reconhecimento” no dia 10 de janeiro, na condição de blogueiro convidado, estreia agora com um blog fixo, intitulado “Em toda e em nenhuma parte”,... Continuar Lendo →

Democracia, multiculturalismo e reconhecimento

MARCELLO FONTES (Blogueiro Convidado) - Cada indivíduo ou grupo deve ter sua identidade reconhecida, pois como dizia o filósofo canadense Charles Taylor “o reconhecimento errôneo não se limita a faltar ao devido respeito, podendo ainda infligir uma terrível ferida, aprisionando suas vítimas num paralisado ódio por si mesmas. O devido reconhecimento não é uma mera cortesia que devemos conceder às pessoas. É uma necessidade humana vital”.

Fora da Margem, ano 1, ed. 8

Uma coleção sempre renovada de memes, vídeos, montagens, prints, frases e outros conteúdos que circulam nas redes sociais e WhatsApp, fazendo-nos rir e refletir sobre o País e o mundo em que vivemos.

Zé Muleque, o leva e traz (conto). Parte 2: Uma cabeça prestes a rolar

JOSÉ CARLOS FINEIS (Conversa de Armazém) - Às vezes me esqueço que agora sou contista, e não mais um escrevinhador de notícias policiais. A cabeça decepada que no noticiário sensacionalista aparece logo no título pode, na narrativa literária, ser cortada aos poucos, ou na última linha, ou, se o texto for uma obra aberta, até mesmo permanecer como uma sugestão ou um mistério, para que o leitor tire livremente suas conclusões do que pode ter ocorrido e a quem.

Fora da Margem, ano 1, ed. 1

Divirta-se com os memes inesquecíveis das redes sociais, antes que sejam esquecidos. Estreia neste sábado, 7 de Setembro, o blog coletivo do Terceira Margem, destinado a perenizar os bons conteúdos que rolam nas redes sociais.

O Sol nem sempre é para todos

LÚCIA HELENA DE CAMARGO - Parece um momento adequado para relembrar um filme que fala sobre integridade, compaixão e busca por justiça, atualmente valores pouco cultivados neste País em diversas instâncias. Em “O Sol é para Todos”, advogado Atticus Finch, vivido por Gregory Peck, assume a defesa de Tom Robinson (Brock Peters), rapaz negro acusado... Continuar Lendo →

Caridade embutida

JOSÉ CARLOS FINEIS - Um homem muito pobre, inclusive de informações, bateu numa casa bonita já preparado para receber cara feia, mas tinha fome e precisava de algo para comer. A empregada o atendeu e pediu que esperasse. Minutos depois, surgiu com uma sacola de supermercado cheia de salsichas bem vermelhas. Verteram lágrimas dos olhos... Continuar Lendo →

Jornada amalucada pelo universo

LÚCIA HELENA DE CAMARGO - O desenho “Rick e Morty”, em exibição pela Netflix, chega à terceira temporada causando comoção entre fãs, provocando elogios rasgados e entrando em muitas listas de melhores séries. A ação é concentrada em Rick, um vovô desgrenhado que vive bêbado, mas ainda assim é capaz de inventar traquitanas científicas geniais;... Continuar Lendo →

Ponte sobre o rio dos sonhos

RUBENS NOGUEIRA - Ah! Como é bom ler. Este burro velho, eterno aprendiz, tem a alma lavada diante do texto de Monica de Bolle (Revista Época, 12-11-18) (*). Ela cita Fernando Pessoa: “Da distância imprecisa, e, com sensíveis/ movimentos da esperança e da vontade,/ Buscar na linha fria do horizonte/ A árvore, a praia, a... Continuar Lendo →

A taça de sorvete

JOSÉ CARLOS FINEIS - Não me sinto culpado por ter sido uma criança difícil, por um motivo muito simples: não existe criança fácil. O que existe é criança mais ou menos difícil. Também não perco tempo pensando em que categoria – se mais ou menos difícil – eu poderia ter sido classificado. Acredito (e obviamente... Continuar Lendo →

No escurinho do cinema

RUBENS NOGUEIRA - Sorocaba teve, em priscas eras, salas de projeção de filmes, os chamados cinemas de rua, no centro da cidade e em pelo menos dois bairros: Vila Santana e no Além-Ponte. No bairro dos espanhóis, eram dois. Na Nogueira Padilha, era o cine Eldorado (cuja fachada ilustra este artigo), e numa transversal ali... Continuar Lendo →

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