Arte pela Arte

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes Que me Esqueça) - Em 1927 o cinema ganhou voz. Até então, os filmes eram mudos, isto é, sem voz humana, como se pode ver nas pequenas e geniais produções de Charlie Chaplin. Esse pequeno homem foi, junto com sua primeira esposa, pioneiro na produção de pequenas joias em preto e branco – filmes de uma parte, como se dizia.

Onde estás agora, Cunhataí?

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes Que me Esqueça) - Já não me lembro da lenda completa que envolve as Cataratas do Iguaçu, mas aquela maravilha da natureza nasceu das lágrimas de uma jovem, sabe Deus há quanto tempo. Já a floresta, que vai até onde termina o Parque Nacional, existe porque Santos Dumont convenceu Getúlio a criar o Parque Nacional do Iguaçu.

O sobrinho do presidente

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes que me Esqueça) - Aquele pessoal de Sorocaba – amigos sim, mas descrentes do que seria a vida do aventuroso companheiro, colega da escola e das algazarras do dia a dia, em uma cidade que tinha, na época, uns 40 mil habitantes – tentava dissuadir o colega de uma decisão que tinha tudo para dar errado, e o fiasco iria ser ruim para ele. Difícil não dar razão a eles, mas eu estava determinado a morrer em água grande.

Noturno em Catanduva

RUBENS NOGUEIRA (Antes que me Esqueça) - Ele cuidou dos documentos para que a viagem não exigisse dinheiro: o passe de um aposentado. Naqueles tempos os ferroviários e parentes podiam viajar de graça até morrerem. Ele ficou com o documento certo. O meu era uma cópia falsificada.

Goodbye, fellows

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes que me Esqueça) - Entre celebrações e lamento, o império britânico deixou de existir. A famosa bandeira continuará a ser iluminada onde existir a luz do Sol, mas a União Européia perdeu 60 milhões de habitantes. Se pudesse ter escolhido eu teria nascido em alguma aldeia da Ilha, mas de modo especial estou ligado à velha Albion.

Quem tem a força?

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes Que Me Esqueça) - Tivemos, ao anoitecer do penúltimo dia deste janeiro surpreendente de tragédias urbanas, verdadeiras demonstrações dos elementos em fúria, como se a natureza quisesse que os apedeutas palacianos de Brasília entendam quem tem a força! Durante algumas horas a chuva e os ventos que tanto têm castigado o Rio, Belo Horizonte, Espírito Santo e tantas outras.., (Continue lendo)

Paulo Henrique Amorim

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes que me Esqueça) -- Meu registro no antigo INSS tem o número 468. Perdi a carteira de trabalho na Delegacia de Sorocaba. Nos muitos anos depois, minha coleção é de umas oito, sei lá. De uma anotação na loja de ferragens na Praça Tiradentes, passando pela Confederação Evangélica na rua Buenos Aires, Edifício da Bíblia, General Eletric, agências de publicidade e relações-públicas, Artes Gráficas Gomes de Souza, Standard Propaganda, e, desde 1976, Itaipu Binacional. Todo esse introito para explicar onde entra Paulo Henrique.

Onde o céu azul é mais azul

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes Que Me Esqueça) - A Bahia, onde o Brasil nasceu como civilização cristã, é um tesouro ainda a ser descoberto. Fui lá. Ou voltei. Como dizem de Portugal – “não vamos a Portugal, voltamos para lá”. Por que a Bahia vive em nós. O próprio D. João VI quase instala o Reino na terra de Gilberto Gil.

Milton Nogueira, radialista

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes que Me Esqueça) - Éramos seis. Três homens. Três mulheres. Ele era o segundo filho. A vocação, ele descobriu na adolescência. Tinha a ferramenta básica – Voz, Voice, Voix, Vocce. Era, entretanto, muito indisciplinado. Boêmio incorrigível. Viveu bem, morreu mal, o meu irmão Milton. Amigos, companheiros de trabalho, minhas irmãs, Hilda, Neide, Eunice e meu irmão Edward cuidaram dele até o fim. Sorocaba chorou sua morte sofrida.

Memórias de um carioca de coração

RUBENS NOGUEIRA (Antes que Eu me Esqueça) - Aconteceu há muito tempo uma parte da história que vou contar. O rapaz vivia encantado com tudo ao seu redor: a terra, o mar, o ar. Sentado na mureta de pedra da praia do Flamengo, olhava o horizonte: Nictheroy, a praia de Icaraí, os morros, as montanhas. Aspirava o ar puro, marinho, salgado e fresco. Baixava os olhos e via sob seus pés as pedras cobertas de verde limo e cravejadas de mexilhões. Ficava horas por ali.

Ser escritor, o sonho de uma vida!

RUBENS NOGUEIRA (Antes que me esqueça) - Por que é tão mais fácil pensar? Tudo flui, como nos sonhos. Pôr no papel é que são elas. Tomar notas. Muitos anos depois a tarefa será factível. Cansaço físico. Lassidão. No fundo da cabeça o assunto. Quase pronto. Meu Deus, já se passaram quinze anos. Vai durar mil anos. Ou quarenta. Pensava: “não estarei aqui para ver”.

Lembra-se de Homero Homem?

RUBENS NOGUEIRA - Um menino de asas, um cabra das rocas, um nordestino arretado, um jornalista atuante, um escritor popular, um poeta maravilhoso, um ser generoso, um homem de esquerda, um pai afetuoso, um marido apaixonado, um homem brilhante – Homero Homem de Siqueira Cavalcanti. As reportagens semanais que ele assinava cobriam uma página inteira... Continuar Lendo →

O formidável James Joyce

RUBENS NOGUEIRA - Gustave Flaubert (1821-1880) deixou o seguinte pensamento: “O artista deve fazer com que a posteridade pense que ele não existiu.” Passados 120 anos da morte do grande romancista, autor do livro – entre outros – “Madame Bovary”, ninguém duvida que ele existiu. O que dizer então do herói deste dia 16 de... Continuar Lendo →

Memória – O Brasil na guerra

RUBENS NOGUEIRA - Aquela que durou quase seis anos e incendiou o mundo, incluindo Europa e Japão. Começou em setembro de 1939, quando Adolf Hitler invadiu a Polônia, e terminou em maio de 1945, com a bomba atômica sobre Nagazaki e Hiroshima. Nascido em 1928, dez anos após o término da Primeira Grande Guerra (1914/1918),... Continuar Lendo →

A teus pés

RUBENS NOGUEIRA - O título é de um livro de Ana Cristina Cesar, ou Ana C. O jornal “Cruzeiro do Sul”- (27-01-18) reproduziu um texto de Maurício Meireles da Folhapress (página B1 – Mais Cruzeiro). O autor analisa o ensaio literário do filósofo e crítico literário Eduardo Jardim: “Tudo em volta está deserto”. Interessei-me e... Continuar Lendo →

Ponte sobre o rio dos sonhos

RUBENS NOGUEIRA - Ah! Como é bom ler. Este burro velho, eterno aprendiz, tem a alma lavada diante do texto de Monica de Bolle (Revista Época, 12-11-18) (*). Ela cita Fernando Pessoa: “Da distância imprecisa, e, com sensíveis/ movimentos da esperança e da vontade,/ Buscar na linha fria do horizonte/ A árvore, a praia, a... Continuar Lendo →

No escurinho do cinema

RUBENS NOGUEIRA - Sorocaba teve, em priscas eras, salas de projeção de filmes, os chamados cinemas de rua, no centro da cidade e em pelo menos dois bairros: Vila Santana e no Além-Ponte. No bairro dos espanhóis, eram dois. Na Nogueira Padilha, era o cine Eldorado (cuja fachada ilustra este artigo), e numa transversal ali... Continuar Lendo →

Roberto Marinho, mecenas brasileiro

RUBENS NOGUEIRA - Há tempos eu não sentia o fenômeno mental que um filósofo moderno resumiu na frase: “Nós somos o que lembramos.” Aconteceu quando li que a casa em que morou por muitos anos o doutor Roberto Marinho foi transformada em Centro Cultural – muito apropriadamente batizada como “Morada da Arte”. A casa fica... Continuar Lendo →

Jornalista Rubens Nogueira estreia blog em Terceira Margem na quinta, 2/5

TERCEIRA MARGEM - Do alto de seus 90 anos bem vividos, o jornalista, publicitário e relações-públicas Rubens Nogueira, sorocabano radicado no Rio de Janeiro (RJ), é o mais novo integrante de Terceira Margem - Coletivo de Blogueiros Independentes. Rubens começou sua carreira jornalística em Sorocaba, onde nasceu no dia 30 de junho de 1928. Filho... Continuar Lendo →

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