Fora da Margem, Ano 2, Edição 59

FORA DA MARGEM – As queimadas no Pantanal e o desmatamento da Amazônia. A disparada do preço do arroz e da cesta básica. E, como não poderia deixar de ser, o costumeiro "E daí"? presidencial. Pior: a pasmaceira das instituições e a inexplicável indiferença da sociedade brasileira diante do caos ecológico e econômico do país, dos mais de 13 milhões de desempregados e da normalização da transmissão da Covid, com quase 1.000 vítimas diárias, e o vírus à espreita em bares, shoppings e praias hiperlotados. Embora pudessem integrar um filme de horrores, todos esses assuntos estão nesta edição dominical e sempre inédita do Fora da Margem. Não deixe de dar uma espiada.

Aos olhos perplexos do mundo um Verde Brasil vai se tornando cinza

SANDRA NASCIMENTO (Blog Rio Sorocaba conta Histórias) - No Brasil, diferente do lendário bem-te-vi que vendo o incêndio na floresta tentou, confiante, apagar o fogo levando água no bico, o cidadão comum se sente um tanto impotente diante das tomadas de decisões do governo federal, que, conivente com os incêndios, investe nas ações comprometidas com os setores mais atrasados do agronegócio.

Os povos indígenas do Brasil seguem resistindo contra madeireiros, garimpeiros, fazendeiros e a covid-19, enquanto aguardam ajuda da pátria mãe gentil

SANDRA NASCIMENTO (Blog Rio Sorocaba Conta Histórias) - Os índios brasileiros enfrentam atualmente, além de todos os retrocessos da política ambiental que está sendo imposta ao país e ao mundo, as consequências da covid-19, doença que nos últimos quatro meses dizimou centenas de nativos. Em 27 de julho, estavam confirmados 18.854 casos e 581 mortes. Em 30 de julho, já eram 20.809 casos e 599 mortes.

Árvore caída na beira do rio lembra Meio Ambiente esquecido

SANDRA NASCIMENTO (Blog Rio Sorocaba conta histórias) - Na margem esquerda do rio Sorocaba, próximo à ponte da rua Padre Madureira, há uma árvore caída. Trata-se de um angico amarelo, conhecido também como cambuí, farinha seca, faveira, guarucaia, ibirá-puitá, sobrasil, tamboril-bravo. É uma espécie originária da América do Sul. No Brasil, ocorre desde o estado da Bahia até o Rio Grande do Sul. Sua copa costuma ser arredondada e encorpada. Em pé, chega a medir 25 metros. Segundo os cientistas, suas raízes são grandes e as sementes surgem encapsuladas em vagens. Sua florada normalmente acontece no verão, sendo que a primeira leva de 3 a 5 anos após o plantio. Costuma produzir muitas flores amarelas e a primeira florada pode durar até 60 dias. Infelizmente, a árvore da foto parece estar condenada.

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