Romance Épico

EVANDRO AFFONSO FERREIRA (Blog do Evandro) - Eu gosto de contar histórias de Guimarães Rosa. Contam que muitos e muitos anos atrás, fizeram um filme amador, em preto e branco, inspirado em Grande Sertão: Veredas. Filme pronto, o diretor insistiu para que Guimarães Rosa fosse assisti-lo. Depois de muita insistência, ele foi...

Novos blogs reafirmam Terceira Margem como referência em literatura e comportamento

JOSÉ CARLOS FINEIS (Terceira Margem) - Terceira Margem - Coletivo de Blogueiros Independentes publica hoje o post de estreia do “Blog do Evandro”, assinado pelo premiado escritor Evandro Affonso Ferreira. A chegada de Evandro Affonso Ferreira eleva para 19 o número de blogueiros reunidos no Terceira Margem, que teve, em meses recentes, outras duas estreias de peso: o "Blog Plural", da advogada e escritora Lucy Rocha (30 de maio), e o blog "Outro Olhar", do jornalista e escritor Carlos Araújo (15 de abril).

Rua das Pedras, 65

RUBENS NOGUEIRA (Blog Antes que me Esqueça) - Essa Rua das Pedras 65, para quem já foi a Búzios, é muito conhecida. O número 65 indica o ano seguinte à primeira presença de Brigitte Bardot naquele paraíso. Tão famoso ficou que logo foi descoberto pelos argentinos e virou um pandemônio, para usar a palavra do dia.

Jornada III: Diante da Lei

LUIZ PIEROTTI (Blog Máquina do Mundo) - Em 1919, Franz Kafka escrevia um pequeno conto em que propunha a ideia de que a Lei era um lugar físico e para ser admitido em tal local, era necessário adentrar uma porta vigiada pelo Guardião da Lei. A dinâmica simples torna-se um exercício de autocrítica ao percebermos que essa admissão se dá como reflexo de nossas próprias escolhas que, por vezes, destoam de nossa noção ética e moral.

Jornada II: Cenotáfio

LUIZ PIEROTTI - Sophia cuida do marido enfermo ao logo de toda uma noite Entre a solidão a tristeza e o medo, algumas lembranças das teorias existenciais do homem voltam à tona, ajudando a esposa a superar a situação e colocando-se como um enorme cenotáfio da sua história. Um grande monumento póstumo destinado ao que... Continuar Lendo →

Jornada I: William Burroughs

LUIZ PIEROTTI (Blog Máquina do Mundo)- Entre 1348 e 1353, o escritor italiano Giovanni Boccaccio escrevia sua maior obra, o Decameron (do grego “deca hemeron”, ou seja “dez jornadas”), uma coletânea de cem novelas narradas por um grupo de jovens que se abrigavam em uma montanha da Florença, fugindo da peste negra. Suas histórias orbitam o amor, o erótico, o sagaz, o moral e...

Ser escritor, o sonho de uma vida!

RUBENS NOGUEIRA (Antes que me esqueça) - Por que é tão mais fácil pensar? Tudo flui, como nos sonhos. Pôr no papel é que são elas. Tomar notas. Muitos anos depois a tarefa será factível. Cansaço físico. Lassidão. No fundo da cabeça o assunto. Quase pronto. Meu Deus, já se passaram quinze anos. Vai durar mil anos. Ou quarenta. Pensava: “não estarei aqui para ver”.

Um presente maravilhoso para Sorocaba em seus 365 anos (vídeo)

PAULO BETTI - Em seus 365 anos, Sorocaba ganhou um presente maravilhoso: o livro "Na Feira de Sorocaba", que traz o texto de uma peça de teatro escrita em 1862 por D'Abreu Medeiros, recuperada pelo historiador Rogich Vieira. A peça, escrita em duas horas e encenada no dia seguinte, retrata os costumes da nossa população na época das feiras de muares. Parabéns, Sorocaba, pelos seus 365 anos de idade.

Lembra-se de Homero Homem?

RUBENS NOGUEIRA - Um menino de asas, um cabra das rocas, um nordestino arretado, um jornalista atuante, um escritor popular, um poeta maravilhoso, um ser generoso, um homem de esquerda, um pai afetuoso, um marido apaixonado, um homem brilhante – Homero Homem de Siqueira Cavalcanti. As reportagens semanais que ele assinava cobriam uma página inteira... Continuar Lendo →

O formidável James Joyce

RUBENS NOGUEIRA - Gustave Flaubert (1821-1880) deixou o seguinte pensamento: “O artista deve fazer com que a posteridade pense que ele não existiu.” Passados 120 anos da morte do grande romancista, autor do livro – entre outros – “Madame Bovary”, ninguém duvida que ele existiu. O que dizer então do herói deste dia 16 de... Continuar Lendo →

Os tijolos de Jerico e outros poemas

JOSÉ CARLOS FINEIS ´- Em vez de muralhas, muretas (e Jericó era Jerico). Sim. Depois de muitos anos de pajelança, de muito bater o pé e levantar a poeira do deserto, desprendeu-se, lindo, impávido, o primeiro tijolo – e plof! (Dizem que Caim odiou Abel em menos tempo. Dizem também que Deus fez o homem em um quarto do tempo.) Sim.

A teus pés

RUBENS NOGUEIRA - O título é de um livro de Ana Cristina Cesar, ou Ana C. O jornal “Cruzeiro do Sul”- (27-01-18) reproduziu um texto de Maurício Meireles da Folhapress (página B1 – Mais Cruzeiro). O autor analisa o ensaio literário do filósofo e crítico literário Eduardo Jardim: “Tudo em volta está deserto”. Interessei-me e... Continuar Lendo →

A sedução do abismo (conto). Parte 2: A arte de construir sobre o vazio

JOSÉ CARLOS FINEIS - Um murmúrio subiu desde a multidão quando, lenta e cuidadosamente, passei a perna esquerda por sobre o peitoril e fiquei sentado lado a lado com Regina, os pés apenas recostados no concreto pelos calcanhares, sem poder contar com uma saliência, um ponto de apoio para as pernas. Eu tinha uma desvantagem, que era de não conhecer Regina nem saber o que a levara a cogitar o suicídio.

Palavras Negras: o racismo na literatura brasileira

LUIZ PIEROTTI - Há algum tempo, falamos sobre a escritora Carolina Maria de Jesus, mulher negra, favelada, e muito importante para a história da literatura brasileira, assim como para a compreensão dos processos de marginalização que nos rodeiam. "Machado de Assis Real", projeto da Faculdade Zumbi dos Palmares Mas ela não foi a única, diversos... Continuar Lendo →

A felicidade possível passou por aqui (conto). Parte 1

JOSÉ CARLOS FINEIS - “Quanto tempo é preciso conviver com uma pessoa para decifrá-la apenas com o olhar?” – ela se perguntava, sentada à mesa da cafeteria, a face apoiada em uma das mãos, enquanto Bebeto guardava o iPhone na mochila e a colocava numa cadeira. Havia poucos instantes que ele chegara, caminhando apressado pelo... Continuar Lendo →

Para brindar os 75 anos de Chico, as canções que lembram seu precioso legado artístico, o ativismo e, claro, a boa mesa

MARCO MERGUIZZO - “Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”. Embora a frase, antológica, seja do genial Caetano Veloso, ela expressa em boa medida a trajetória grandiosa de um outro gigante da MPB e da cultura nacional: a de Chico Buarque de Holanda, uma figura superlativa nos cenários musical, cultural e político brasileiros... Continuar Lendo →

O sonho emprestado (conto). Parte 3 (final): Até onde minha música chegar, você estará comigo e será parte dela

JOSÉ CARLOS FINEIS - No dia seguinte, logo cedo, Quim procurou os pais de Clara no bar onde trabalhavam e teve com eles uma conversa confusa, entrecortada pelo atendimento aos clientes. Não que eles não entendessem o idioma. Não entendiam exatamente o que esse tal de Francisco queria com a filha deles. Quim gaguejou várias... Continuar Lendo →

Um reencontro com Monteiro Lobato, seus personagens e ideias na Biblioteca Nacional

PAULO BETTI - Por incrível que pareça, nesse lugar tão maravilhoso, não tem nenhum espaço pra que você possa trazer o seu livro e ler. Você só pode fazer isso que eu estou fazendo: olhar toda essa beleza ou entrar em alguma sala, e aí então você pode fazer consulta. https://videopress.com/v/blS9IxVV Imagens e narração: Paulo... Continuar Lendo →

O sonho emprestado (conto). Parte 2: O triste refúgio à prova de vida de Francisco, o solitário

JOSÉ CARLOS FINEIS - Francisco não era infeliz com a vida que escolhera para si. Ao menos, não antes de o som da flauta virar seu mundo de ponta-cabeça. Pelo contrário. Era lá, em seu bunker superprotegido por grades, cadeados, correntes, vidros blindados, câmeras e sistemas de alarme com sensor de presença que ele se... Continuar Lendo →

O sonho emprestado (conto). Parte 1: Sobre homens, flautas e parafusos

JOSÉ CARLOS FINEIS - É curioso notar como detalhes insignificantes, coisas aparentemente sem importância, podem ter grandes repercussões para indivíduos, países e até para a humanidade. Sabe aquele parafuso que o mecânico esquece de apertar ao recolocar a tampa da caixa de não sei o quê na fuselagem do avião, antes de liberá-lo para o... Continuar Lendo →

O incrível golpe da máquina de fazer dinheiro (conto). Parte 2 (final): Liberdade, abre as asas sobre nós!

JOSÉ CARLOS FINEIS - Almofadinha tinha uma resposta convincente para tudo. E uma qualidade que só os mentirosos profissionais dominam: a de responder olhando nos olhos, por mais absurda e improvável que fosse a resposta. Pelos dias em que a “família” começou a se reunir e a elaborar o golpe, Bacuri, Bernardo e madame Chevalier... Continuar Lendo →

As novas cores de Rimbaud

LUIZ PIEROTTI - Há, por vezes, jovens geniais que parecem vir à Terra com um único motivo: causar inveja aos demais habitantes locais. Isaac Newton, Wolfgang Amadeus Mozart, Maria Gaetana Agnesi, dentre outras personalidades que – ainda crianças – já mantinham uma produção sólida e preciosíssima, seja no campo da arte, da ciência, da política,... Continuar Lendo →

Não esqueçamos Carolina

LUIZ PIEROTTI - Nascida em 14 de março de 1914, Carolina Maria de Jesus foi uma das primeiras e mais importantes escritoras brasileiras. Representava uma parcela muito oprimida da sociedade: era negra, favelada e trabalhava como catadora de papéis. Em vida, publicou 4 livros, Casa de Despejo, Casa de Alvenaria, Pedaços da Fome e Provérbios,... Continuar Lendo →

O amor acabou. Devo me separar? (final)

JOSÉ CARLOS FINEIS - Priscilla terminou de responder ao questionário numa tarde de céu limpo e pássaros no jardim, cuja beleza ela admirava da varanda mas não conseguia sentir. Quando começou o teste, ela achava que estava preparada para confrontar-se com seus sentimentos e emoções, mas não estava. Dia após dia, noite após noite, foi... Continuar Lendo →

O amor acabou. Devo me separar? (conto) – Parte 2 (final)

JOSÉ CARLOS FINEIS - Priscilla terminou de responder ao questionário numa tarde de céu limpo e pássaros no jardim, cuja beleza ela admirava da varanda mas não conseguia sentir. Para ler a primeira parte deste conto, clique aqui. Quando começou o teste, ela achava que estava preparada para confrontar-se com seus sentimentos e emoções, mas... Continuar Lendo →

Terceira Margem: o conto, um coletivo

LUIZ PIEROTTI - O ano, 1962. Era publicado a obra Primeiras Estórias, sexto livro do grande escritor mineiro João Guimarães Rosa. Composto de 21 contos, traz consigo uma pérola da literatura nacional, o conto "A Terceira Margem do Rio". Enigmático, plural, impactante, a "terceira margem" é uma história que se reinventa a cada nova leitura,... Continuar Lendo →

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