Zé Muleque, o leva e traz (conto). Parte 3 (final): Nada que um bolo não resolva

JOSÉ CARLOS FINEIS (Conversa de Armazém) - "Ora, quem diria. O filho do velho boticário meu amigo bancando jagunço de novela. Seu pai era um grande homem e deve estar lá no Céu, morrendo de vergonha de você, seu corno manso. Quem mais está aí? Venham aqui para a frente. Sejam homens, saiam das sombras. Vamos conversar e resolver a situação com saliva, pois com chumbo, não sei se vocês perceberam, alguém certamente não vai dormir em sua cama esta noite."

Zé Muleque, o leva e traz (conto). Parte 2: Uma cabeça prestes a rolar

JOSÉ CARLOS FINEIS (Conversa de Armazém) - Às vezes me esqueço que agora sou contista, e não mais um escrevinhador de notícias policiais. A cabeça decepada que no noticiário sensacionalista aparece logo no título pode, na narrativa literária, ser cortada aos poucos, ou na última linha, ou, se o texto for uma obra aberta, até mesmo permanecer como uma sugestão ou um mistério, para que o leitor tire livremente suas conclusões do que pode ter ocorrido e a quem.

Zé Muleque, o leva e traz (conto). Parte 1: Todos (até dona Rosa) contra Zé

JOSÉ CARLOS FINEIS (Blog Conversa de Armazém) - Zé Muleque devia ter desconfiado de que havia alguma coisa errada quando foi convidado – ele, que entrava sem bater – para a sala do prefeito naquela manhã de sol. Desde que pisara na Prefeitura, sentira um excesso de mesuras no ar, incomum para um aspone que, embora sem cargo no papel, era considerado “gente da casa”.

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

Acima ↑