A nova normalidade brasileira

GERALDO BONADIO – Como o império da moralidade foi plenamente restaurado em nosso país, a contar de 1º de janeiro, os brasileiros desfrutam hoje de uma normalidade totalmente nova. Exatamente pela sua novidade, ela, por vezes, surpreende velhos e empedernidos corruptos do PT, incapazes de entendê-la.

O presidente da República viajou ao Japão, país em que vai reunir-se com os líderes do G-20, grupo dos vinte países de economia mais sólida do planeta, de que o Brasil faz parte. Como é de praxe, na logística adotada em voos presidenciais de longa distância, duas aeronaves da Força Aérea Brasileira e suas respectivas tripulações foram destacadas para a tarefa. Os tripulantes da nave reserva – tão qualificados como os da primeira, suponho eu – com ela se revezam na tarefa de transportar o presidente, para que ele não corra os riscos inerentes à realização de uma viagem longa, num aparelho sob os cuidados de tripulantes estafados.

Ocorre que, quando o avião reserva pousou no Aeroporto de Sevilha, um de seus tripulantes, sargento da Aeronáutica, foi detido pela polícia espanhola porque levava 39 quilos de cocaína em sua mala.

Analistas maldosos podem achar estranho que alguém, suficientemente audacioso para usar a segunda aeronave mais importante da FAB para traficar droga tenha conseguido se infiltrar na seleta tripulação encarregada de cuidar do presidente. Só que não – explica o presidente em exercício, Hamilton Mourão -, pois as Forças Armadas não estão “imunes” ao “flagelo da droga”. Esperar que ao menos os selecionados para dar suporte ao presidente escapem a essa ameaça é, de certo, coisa do PT. Ou do PSOL.

Resta esclarecer uma dúvida. Os integrantes de uma tripulação de tal gabarito ficam, rotineiramente, sujeitos à fiscalização de aeroportos comerciais quando viajam a serviço? Ou a inspeção se deu em caráter excepcional, a partir de algum alerta chegado à polícia espanhola?

Fica difícil imaginar coisa parecida acontecendo com os tripulantes do Força Aérea 2 norte-americano.

Estaremos diante de mais uma diabólica maquinação do Intercept ou do Jean Wyllis?

Que eu me lembre, nunca alguma coisa semelhante aconteceu com tripulações encarregadas de transportar um presidente do Brasil.

Santa nova normalidade!

Um comentário em “A nova normalidade brasileira

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  1. Bravo, Geraldo!
    Pelo que pude entender, não existe controle nenhum, por parte da FAB, sobre a bagagem desses caras. Em tese, eles deveriam ser rigorosamente revistados, até pra saber se não levam bombas ou explosivos. É nisso que dá confiar que basta ser militar para ser honesto. Botar a vida do presidente nas mãos de um traficante fardado, sem nenhum controle, é de uma incompetência magistral (ou seria marcial?).

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