O menino que descobriu o vento

LÚCIA HELENA DE CAMARGO –

“O menino que descobriu o vento” (The Boy Who Harnessed the Wind, Netflix, 2018, duração de 1h53), que estreou no início do mês de março na plataforma de streaming mais conhecida, tem roteiro baseado em fatos reais e segue a trajetória no estilo “tudo vai dar muito errado antes do final feliz”, porque, afinal, se decidiram fazer um longa-metragem a respeito, não se tratará de uma tragédia, mas de uma história inspiradora.

A direção é de Chiwetel Ejiofor, que também atua como o pai do garoto em questão, William Kamkwamba (Maxwell Simba). William mora em uma região seca no paupérrimo Malawi. Embora tenha uma boa família, com pai honesto e mãe carinhosa, luta contra a precariedade para conseguir se manter na escola. Entre os problemas que enfrenta está a falta de luz à noite (a iluminação é alimentada a querosene, escasso, como tudo ali), o que impede que ele estude tanto quanto gostaria, para tirar melhores notas. Mas ele é esperto, inteligentíssimo e engenhoso. E o resto você já sabe, porque está na sinopse do filme: ele descobre uma maneira de construir uma pequena usina de energia eólica, montada com uso de apetrechos encontrados em um ferro velho, e com isso cria um sistema elétrico de irrigação para combater a falta de chuvas, garantir a colheita e a alimentação das pessoas de sua comunidade.

O título do longa em português traz algo de poético: “descobriu o vento” é bonito. Não traduz exatamente o original em inglês, já que “harnessed” é algo como instrumentalizou, aproveitou, ou, se formos literais, “arreiou” [um cavalo]. De qualquer maneira, o que importa aqui é a mensagem. Tenha perseverança e você conseguirá seus objetivos. Claro, ajuda se tiver, como William, inteligência acima da média, muita força de vontade e grande resistência para enfrentar os percalços. Além, é claro, de certa dose de sorte.

É filme para assistir e pensar que o mundo é um lugar ruim para se morar, que há bilhões de problemas (uns sete, mais ou menos), mas ainda há pessoas que conseguem melhorá-lo um pouquinho.

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